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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Expedição Meu Brasil Brasileiro - Férias em família 2017

Foto: Blog imagens grátis

 Depois de muitas ideias, incertezas e um roteiro para o norte da Argentina e Chile quase pronto (na fase da reserva de hoteis), compreendi que não seria dessa vez que iria percorrer os quase 8mil quilômetros de que gostaria. A fase final do mestrado não me deixava saber, com a exatidão de que precisava, a data da partida.

Mudança de planos e de rumos. Pesquisei outros destinos próximos e que também me encantam, mas as passagens aéreas estavam à beira da morte! Desistimos e voltamos para a ideia de viajar de carro, tal qual uma viagem que fizemos em 2002, entre Salvador/BA e Montenegro/RS e que foi muito legal.

E por que não?!,  nos perguntamos! Juntamos a saudade daquela viagem, uma visita prometida a uns amigos em Niteroi/RS, um roteiro aberto, mas cheio de sonhos, e lá fomos nós Brasil afora. Foi a #ExpediçãoMeuBrasilBrasileiro que nos fez rodar por mais de 4mil quilômetros entre o Sul e o Sudeste do Brasil, durante 19 dias.

Se quiseres ver algumas fotos desta aventura, vai lá no instagram ou no facebook e clica nas seguintes #: 

#ExpediçãoMeuBrasilBrasileiro
#DoRSnoSudeste
#DoRSparaoMundo

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Quanto ao roteiro, então, em linhas gerais:

Data: entre 04 e 22 de janeiro de 2017

Viajantes: eu, Jaime e Valen.

Estados visitados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Km: 4025 km percorridos

Pedágios: R$ 255,00 (e são muitos!)

Combustível: ainda não totalizei

Hoteis: todos reservados pelo Booking, exceto o Hotel Fazenda Ribeirão, que foi pelo Zarpo (nossa primeira experiência no saite e em hoteis desta linha).

Bagagem: uma mala de bordo e uma mochila para cada um e o equipamento de mergulho. Ainda, uma caixa térmica abastecida e 6kg de erva para o chimarrão, afinal de contas a viagem era longa e tínhamos que levar de presente para os gaúchos que encontrássemos no meio do caminho.
  
Como organizei, ainda que minimamente, o nosso roteiro (parte dele foi definido ao longo da viagem):

Dias 04/01/17 a 07/01/17: RS até Penha/SC. Almoço em Laguna. No dia 05 fomos ao Parque Beto Carrero; no dia 06, visitamos Penha e Piçarras, duas praias que ainda não conhecíamos em SC.

Dia 07/01/17: de Penha andamos até São Vicente/SP, onde chegamos no final da tarde. Jantamos na Ilha Porchat, no restaurante Terraço.

Dia 08/01/17: pela manhã, visitamos a Vila Belmiro, onde conhecemos um pouco mais da história do Santos Futebol Clube e, claro de seu rei maior, o Pelé. Depois, pegamos a Rio-Santos, no sentido Sul/Norte e seguimos para Paraty/RJ. Saímos frustrados da Rio-Santos... a beleza que vimos outrora se esconde atrás da urbanização e dos capins elefante que invadem a landscape... :( Não há quase mirantes ao longo do trajeto e parar na beira da estrada é um risco muito alto. Ah, sem contar com os mais de 100 controladores de velocidade e de 300 quebra-molas... A velocidade máxima que se consegue andar é... 60km/h...

Dias 08/01/17 a 11/01/17: Paraty/RJ. No dia 09, visitamos o centro histórico, depois fomos para cachoeiras na Serra da Bocaina, fizemos um walktour pelo Centro Histórico à noite e, depois do jantar, fechamos uma saída de mergulho para o dia seguinte, com a Adrenalina. Eu nem acreditava: 11 anos depois, voltaria ao mar e ao mundo sub!

De 11/01/17 a 15/01/17: Niteroi/RJ. No trajeto entre Paraty e Niteroi, um dos perrengues, que nem foi tão perrengue assim, foi mais medo mesmo da cena a que assistimos na beira da estrada. Conhecemos a cidade, o Museu de Arte de Niteroi, o Parque da Cidade, diversas praias. No dia 13/01/17, fomos ao Rio de Janeiro e visitamos o Museu do Amanhã e o AquaRio. Ficamos encantados com o Boulervard Olímpico.

Dia 15/01/17: Petrópolis/RJ. Levamos a Valen ao Museu Imperial, fizemos o passeio de Vitória e descobrimos os 7 erros na Casa Ipiranga.

Dias 16/01/17 a 20/01/17: Saímos de Petrópolis rumo ao Vale do Café, passando por Rio das Flores, na tentativa de visitar a Fazenda do Paraízo, que ficou para a próxima. Vimos tantas fazendas lindas na beira da estrada que a paisagem por si só já valeu a viagem. Chegamos no Hotel Fazenda Ribeirão no meio da tarde e lá ficamos até o dia 20, descansando. Experiência maravilhosa, que quero repetir, já que na região existem muitas opções com este viés.

Dia 20/01/17: Hora de começar a voltar para casa. Dia de dois perrengues: meu cartão foi clonado e o Jaime com virose. Mesmo assim, ele dirigiu do hotel em Barra do Piraí/RJ até Taubaté/SP, local do nosso pernoite. No caminho, visitamos Penedo/RJ e Aparecida do Norte/SP.

Dia 21/01/17: Em Taubaté, fomos visitar o Sítio do Pica-Pau Amarelo. E depois, estrada até o Paraná. Nosso pernoite foi em Curitiba.

Dia 22/01/17: Dia de voltar para casa. Saímos cedinho de Curitiba e chegamos no final da tarde em casa. Dia do último perrengue: faltando 10km para chegarmos em casa... tcharam... o único pneu furado em todo o trajeto. Na hora fiquei brava, mas o Jaime disse: Calma! Melhor aqui do que no meio da Avenida Brasil ou da Linha Vermelha, no Rio. Fui obrigada a concordar com ele!

Chegamos em casa com algumas certezas: a de que precisamos voltar para Paraty, porque ficou muito por fazer lá;  a de que Ilhabela merece nossa atenção; descobrimos a região serrana do RJ, lugar que tem muito para se explorar, ainda; Campos do Jordão e Paranapiacaba ficaram para a próxima, bem como outros lugares que nos indicaram.

Voltamos com a frustração da Rio-Santos, a certeza de que não queremos mais dirigir no RJ, por ser muito tenso, mas com a convicção de que nosso país é lindo e tem muito para ser explorado.

Ah, e ainda voltamos com um quilo de erva-mate na bagagem, além de muitas histórias para contar. E a sensação inexplicável de voltar ao mar 11 anos depois... sim, 'a paz invadiu o meu coração e me encheu de paz', já cantou Djavan...


Nosso trajeto

E você? Curtiu a nossa viagem de carro pelo Brasil? Gosta de viajar assim, parando e conhecendo o que tem pelo caminho?  Conta pra gente! Tão logo eu organize as fotos, vou escrever os posts detalhando tudo! Até lá!

domingo, 8 de maio de 2016

O que meu filho aprendeu viajando? - Blogagem Coletiva



Adoro participar de blogagens coletivas (você pode ler sobre outras aqui) mas neste ano já perdi algumas por conta do mestrado, que está na sua fase mais complexa: escrever a dissertação. Bem, mas isso já é outra coisa.

O tema desta vez é 'o que a minha filha aprendeu viajando' e envolve muitos blogueiros que adoram viajar em família e que sempre tem dicas legais para incentivar outras famílias a por o pé na estrada e sair do lugar comum. Viajo com a Valentina desde sempre, porque vida de funcionária pública é assim: um dia aqui, outro lá, outro mais adiante, mas a família (avós, tios, primos) continua na sua origem (ou não! hehehe) e a gente acaba indo visitá-los.

A primeira viagem que fizemos com ela foi para o Uruguai, de carro. De avião, fomos ao Rio de Janeiro, depois Buenos Aires, Natal/RN e, no ano passado, ficamos na Europa durante mais de 20 dias, conforme estou contando agora aqui no blog. E já temos muitos planos para o futuro.

 
                         Uruguai                                                                                                    Buenos Aires

Como ela já tem 11 anos, resolvi entrevistá-la para saber dela mesma o que ela havia aprendido durante as nossas viagens. A primeira resposta foi: aprendi que a Monalisa foi feita na Itália e que possui outro quadro dela no Museu Clos-Lucé, em Amboise, além daquele que vimos no Louvre. 

Monalisa em Amboise
Em recente viagem, estivemos em Florianópolis/SC e lá visitamos o Projeto Tamar, que vai ser tema de post em breve aqui no blog. Lá ela aprendeu que uma tartaruga marinha vive mais de 100 anos e que somente com 15 se descobre se é macho ou fêmea, que é quando para de crescer a cauda.

No início deste ano, levei-a para visitar São Miguel das Missões, que integra a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, pois ela havia estudado as reduções no ano passado (2015), na escola. Ela aprendeu que foram os índios os construtores da redução, a mando dos padres jesuítas. Pode observar, também, onde ficava a igreja, a escola, o orfanato e demais locais que compunham a redução.

Som e Luz - São Miguel das Missões

No quesito neve, descobriu que ela não tem gosto em Andorra e que o tubbing é divertido, no Chile. Aprendeu a fazer boneco de neve em Segóvia.

Andorra                                                                                                                        Farellones

Segóvia
Em Madri, espantou-se quando expliquei a ela que no Palácio Real, morava o Rei da Espanha e a Rainha. Ela, então, perguntou, com incredulidade: rei?! Rainha?! E tem princesa, também?!  Seus olhos brilharam quando respondi que sim, que havia... Concluiu que reis e rainhas não habitam somente contos de fada.



Em outra experiência madrilenha, visitamos o Faunía, que em breve estará aqui no blog. Lá, alimentamos lêmures, que, segundo ela, possuem patinhas fofinhas e muito geladas.




Visitamos o Museu de Ufologia (outro post que estou devendo aqui!) e lá ela aprendeu que o Brasil possui um astronauta de verdade, o Marcos Pontes. Viu fotos dele e até a roupa de astronauta que usou. Quanto aos ET's? Bem, no post eu vou contar mais sobre essa visita. Mas adianto que vale a visita.

No Chile, lá no MIM, Museu Interactivo Mirador, experimentamos todos a sensação de um terremoto de verdade. A gente não curtiu muito, não... Contei aqui essa visita.



Ah, completou ela, "na Disney Paris descobri que a Malévola foi a 1ª fada malvada". E eu lá sabia que existiam fadas más... hihihihi.


Divulgação Disney

De tudo isso, ela me disse que descobriu que andar de avião é muito legal. E nós descobrimos que temos uma baita parceira de viagem.

Viajar em família é tudo de bom! E você, viaja em família? Conte pra gente a sua experiência.

Feliz Dia das Mães!

Veja quem são os demais blogs que estão participando dessa atividade no dia de hoje:


1 - Viagens que Sonhamos
2- Felipe, o pequeno viajante
3- Malas e malinhas
4 - As Passeadeiras
5 - Família Viagem
6- Viagem Simplesmente 
7- TripBaby
8- Ases a Bordo
9 - Malas e Panelas
10 - Vem Pro Parque
11 - No Mundo com a Gente
12 - Trilhas e Cantos
13 - Gosto e Pronto
14- Valentina na estrada
15- Retrip Viagens e Experiências
16 - Para a Disney e além
17 - Wanna Disney Pelo Mundo
18 - Com Filhos por aí!
19 - Cuore Curioso
20- Andreza Dica e Indica Disney
21 - Viajo com Filhos
22 - Por aí com os Pires (Line Pires)
23 - Vida de Viajete
24 - Cantinho de Ná
25 - Carregando Malinhas
26 - De Primeira Viagem
27 - Roteiro Renatours
28 - Ferinhas Viajantes
29 - Os Caminhantes
30 - Dicas da Rege
31- Pequenos pelo mundo
32 - Passeiorama
33 - Viajando em Família
34 - O Rei do Hotel
35 - Vou Viajar






sexta-feira, 6 de junho de 2014

Vens para a Copa do Mundo? Temos várias dicas pra te dar.

http://estradasecaminhos.blogspot.com.br/2014/05/brasil-copa-do-mundo-2014.html

Em tempos de Copa do Mundo, o objetivo é ajudar aos visitantes que acorrerão ao Brasil para assistir aos jogos. Pensando nisso, a Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem, RBBV, de que sou filiada, criou uma série de posts com dicas do que fazer nas cidades-sede. E o Do RS para o Mundo está participando, com diversas dicas de Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, etc..

Tem sugestões de lugares para comer, para dormir, para se divertir, para passear, enfim, uma infinidade de dicas úteis e valiosas para quem estará em terras brasileiras durante o próximo mês. São dicas de diversos blogues de viagem associados à RBBV.

Até agora são 7 guias de viagem já publicados:


Assim que os demais guias forem sendo publicados, irei atualizando a postagem.





domingo, 11 de agosto de 2013

Segunda blogagem coletiva: Os perrengues!




Pois é, a primeira edição da blogagem coletiva fez tanto sucesso que agora estamos renovando a parceria. E o entusiasmo é contagiante! O tema desta vez são os perrengues que enfrentamos nas viagens.

Pensei, pensei, pensei e achei poucas situações que foram mais delicadas, vamos dizer assim. Posso dizer que nossas viagens sempre foram iluminadas e que sempre tudo deu certo. Mesmo com os perrengues. Fazem parte, né?

A primeira situação foi no Rio de Janeiro, em 2011. Fomos levar a Valentina na sua primeira viagem de avião para conhecer a Cidade Maravilhosa. Meus pais e minha irmã atenderam ao convite dela e se juntaram ao grupo, tornando a trip uma grande aventura familiar.

Pela internet, num desses saites de compras coletivas, comprei um passeio de barco pela Baía da Guanabara, mar protegido, algumas paradas, tudo certo. Pensei na minha mãe que enjoa muito. No dia anterior ao passeio, a empresa me contactou para informar que o passeio com esse roteiro não sairia por falta de quórum, mas que poderíamos fazer o outro, para a Ilha do Papagaio ou recebermos o dinheiro de volta. Optamos por aquele.



Na hora prevista, embarcamos na Marina da Glória. O dia estava lindo, sem ventos. Quando contornamos o Pão de Açúcar a coisa complicou. E a vista da Praia Vermelha e Copacabana terminou devido a um nevoeiro muito forte. O barco começou a balançar e o povo todo começou a marear. Íamos contra a maré, digo contra o vento. Mais ou menos dois metros para a frente, um para trás.

Até que o capitão anunciou que para chegarmos na tal Ilha do Papagaio demoraríamos mais uma hora naquelas condições. A segunda opção seria retornarmos à Marina da Glória e reagendarmos o passeio. Por unanimidade, decidimos voltar.

O tal barco não tinha GPS e a comunicação com terra era por telefone celular. Não se tinha qualquer visibilidade. Quando percebemos, estávamos quase na arrebentação, em frente à Copacabana. E do nada surgia um barquinho de pescador, desses bem pequenininhos...

Algum tempo de pavor depois, contornamos o Pão de Açúcar e reingressamos na Baía da Guanabara, onde o sol mais que brilhava. A maioria do pessoal do barco alimentou os peixinhos.

Quando chegamos, o pessoal do barco queria que reagendássemos, mas explicamos a ele que não tínhamos mais tempo hábil.

Como explicar os caprichos do mar? Como eu mergulho sei que quando se sai para o mar o tempo é sempre uma incógnita. Mas jamais imaginei que, em pleno Rio de Janeiro, os barcos não tivessem, ao menos, um GPS. O capitão demonstrou sua habilidade. Percebi que a tripulação estava angustiada.

E a Valen? Nada! Não enjoou e ainda procurou por golfinhos comigo, a forma que eu encontrei para distraí-la de toda aquela situação.



Nesta mesma viagem, outro dia, estávamos no metrô para retornarmos ao apartamento que alugáramos para começarmos a viagem de volta. Quando chegamos, o trem já estava ali e eu e a Valen corremos e entramos. Mas o resto do pessoal não!

E aí? O que fazer? Descer na próxima estação ou descer na 'nossa' estação? A Valen meio que se apavorou e tal, mas disse a ela com toda a calma: vamos descer na 'nossa' estação e vamos ficar esperando por eles (meu pai, minha mãe, minha irmã e meu marido), porque se descermos na próxima, vamos nos desencontrar.

E assim fizemos. Eu e a Valen descemos na Cantagalo e nos sentamos a esperar o próximo trem. Quando chegou, a gente se reuniu novamente e tudo acabou bem.


Por fim, o último perrengue foi agora, no Chile.

Eu habilitei meu celular para rooming internacional. Então, sempre saio com ele, mas não atendo a nenhuma ligação. O objetivo é de me comunicar, por torpedo, com a minha mãe, que não sabe nem ligar um computador. O Jaime levou o dele, mas deixou desligado no apartamento. Os nossos amigos levaram um celular, mas também deixaram desligado, em casa. E saímos para passear.

À tarde, eu e a minha amiga fomos levar as crianças para ver uma exposição na Estação Mapocho, sobre Dinossauros Gigantes. Os meninos foram ao mercado. E simplesmente nos desencontramos. Adivinha só que tem estava com telefone... eu!


Como a noite começou a cair e era uma multidão na tal exposição, comentei com a minha amiga que eles iriam nos esperar na saída, já que era uma exposição de sentido único: se entrava pelas portas da frente e a saída era nos fundos.

Vencemos o itinerário, saímos e não os enxergamos. Viemos até a frente da Estação Mapocho, procuramos por eles e nada! Começou a anoitecer. A minha amiga comentou que eles poderiam ter ido para casa, tomar chimarrão, pois viram o tumulto e sabiam que nós tínhamos conhecimento de como voltar e tal. Concordei com ela e seguimos para o nosso apartamento que, por coincidência, eu estava com a chave. 

Chegamos já noite com as crianças e subimos direto ao apartamento deles. Nada. Descemos para o meu. E ali ficamos esperando pelos meninos. O passaporte do Jaime estava comigo. E quando me dei conta disso, começou a bater o pavor. O que será que aconteceu? Onde eles estão?

As crianças toda hora vinham perguntar pelos pais e nós respondíamos que eles já estavam chegando. Anoiteceu e nada deles. E começamos a realmente ficar preocupadas. Ela pegou o telefone dela, que estava desligado dentro da bolsa, ligou e trocamos uma mensagem ali mesmo, só para ver se funcionava. E funcionou.

Passou 15, 20, 30 minutos e nada deles chegarem. Começamos a ficar sem assunto e a pensar em um Plano B, como por exemplo, procurar a Embaixada Brasileira, Polícia, sei lá... Já não tínhamos mais desculpas para darmos aos pequenos viajantes.

De repente, meu telefone toca. Percebi que era um número do Chile e atendi. - Alô! A ligação caiu... E o pavor aumentou ainda mais.

Passados mais alguns minutos, o telefone tocou de novo e, ao invés de dizer 'alô', eu disse: - Casa, casa, casa, casa. Ao que o Jaime, do outro lado, respondeu: - Vocês estão em casa? E eu: - Sim, e vocês? Estamos chegando, foi a resposta.

Nada mais do que 45min se passaram entre a nossa chegada em casa e a notícia deles, que estavam bem. Mas parece que foram 3h... O desencontro foi de menos de 5min, quando decidimos sair da Estação Mapocho e voltar para o apartamento e a chegada deles ali na frente. Mas gerou um baita estresse. Eu levei na boa e ainda brinquei com o Jaime: - Confessa, vocês foram num Café con Piernas e estão dando a desculpa que ainda estavam no mercado! Sim, porque depois tem que transformar a situação em piada, né? E assim ter estória para contar aos amigos.

Dali em diante, combinamos que sempre que nos separássemos, cada dupla ficaria com um celular e que a comunicação se daria por torpedo. E nunca mais tivemos problemas.


Até a próxima blogagem coletiva!


Leia sobre outros perrengues nos seguintes blogues:


1. Claudia Pegoraro, do Felipe, o pequeno viajante


2. Karen Schubert Reimer, do As Aventuras da Ellerim Viajante


3. Cinthia Rangel, do Viagens em Família

4. Adriana Pasello, do Diário de Viagem


5. Francine Agnoletto,
 do Viagens que Sonhamos


6. Eder Rezende,
 do Quatro Cantos do Mundo


7. Eria Kovacs,
 do Viagem com Gêmeos 


8. Debora Godoy Segnini,
 do Gosto e Pronto


9. Ludmyla De Sena Broniszewski, do Two Many Sides of Me (este é o perrengue 3! Tem o 1 e o 2!!)

10. Renata Schiffer, do A Renata teve infância e sabe ser feliz!


11. Andréia Mannarino, do Mistura nada básica

12. Andrea Martins, do Malas e Panelas 


13.Aryele Herrera, do Casa da Atzin

14. Flávia Maciel,
 do Bebê pelo Mundo


15. Renato Martins, do Renato Blogging (nada a ver o nome, é um blog antigo que posto raramente)


16. Sut-Mie Guibert, do Viajando com Pimpolhos 


17. Andreza Trivillin,
 do Andreza Dica e Indica Disney


18. Debora Galizia,
 do Viajando em Família


19. Thiago Cesar Busarello,
 do Vida de Turista


20. Ana Cinthia Cassab Heilborn, do Travel Book

21. Ingrid Patrícia Cruz, do Viagens em Família

22. Michely Lares, do Viagens da Família Lares 

23.Karla Alves Leal, do Cariocando por aí

24.Marcia Tanikawa, do Os Caminhantes Ogrotur

25. Mônica Paranhos, do Viagens em Família

26. Patricia Papp, do Coisas de Mãe

27. Cynara Vianna, do Cantinho de Ná


28. Cristiane Martins, do Dias Viajando por aí 

29. Guilherme Canever, do Saiporaí 

30. Paloma Varón, do Viagens em Família 

31. Vera Leitão, do Mundo anfitrião

32. Miriam Vargas Nunes Neto, do Clube de Viagens Mom:  

33. Flávia Peixoto, do Viajar é tudo de bom

34. Daniella Sousa Reis, do André e Dani + Pedro

35. Ligia Cantarelli, do Sem vírgula antes de etc.

36.Luciana Bordallo Misura, do Colagem 

37. Kelly Resende, do Bebê Piccolo 

38. Susana Spotti, do Viagem Simplesmente 

39. Thyl Guerra, do Viajando com palavras 

40. Alexandra Aranovich, do  Café Viagem

41. Luísa Pinto, do Diário da Pikitim




segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Encantada, a casa de Santos Dumont - Petrópolis/RJ





Em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, está localizada a Casa de Santos Dumont. Trata-se de uma pitoresca residência no alto de um morro, na Rua do Encanto, próximo à Universidade Católica de Petrópolis. Naquela época, ali funcionava o Palace Hotel, que fornecia as refeições para Santos Dumont, pois a casa é desprovida de cozinha.




Chama a atenção a escada de acesso, recortada em forma de raquete, que obriga o visitante a começar sempre com o pé direito. Seria Santos Dumont supersticioso?? Dentro da casa há outra escada igual, só que o primeiro degrau deve ser pisado com o pé esquerdo...




Em seu interior funciona um museu que abriga obras e pertences do morador ilustre. Há uma réplica do 14 Bis, o primeiro avião que criou, bem como o seu típico chapeu e sua mala usada em viagens,  com suas iniciais gravadas.








Observa-se que a casa não possui divisórias, à exceção do banheiro, que tinha um chuveiro quente, o único no Brasil para a época, aquecido à álcool.

Na parte de baixo, o escritório e a sala de refeições. No segundo piso, o quarto e o banheiro. E do lado de fora, no telhado, um observatório para que ele pudesse observar as estrelas. Tudo pequenino, já que era um homem de baixa estatura.

Santos Dumont foi um gênio, efetivamente.







Confeitaria Colombo - Rio de Janeiro/RJ






Lugar supertradicional no centro histórico do Rio de Janeiro, a Confeitaria Colombo permanece recebendo muitos visitantes. A arquitetura é linda, charmosa, e remete a uma época de glamour.





Os doces são lindo de olhar. E devem ser provados, sim! O bolinho de bacalhau é divino! Entretanto, o que deixou a desejar - e essa impressão já foi dividida com outros viajantes - foi o atendimento.

Se quiséssemos, poderíamos ter saído sem pagar a conta tamanha a desorganização do pessoal. Mas como não somos disso, esperamos até aparecer alguém apto a receber nosso pagamento.




Mesmo assim, indicamos a visita por ser um local tradicionalíssimo em se falando de Rio de Janeiro. Muitas decisões importantes foram tomadas ali naqueles salões. Talvez muitas delas definiram o rumo do nosso país.




Se você pedir um cafezinho no balcão, não pode sentar, tem que tomar em pé mesmo. Se sentar, não pode tomar o cafezinho, tem que pedir algo diretamente do cardápio. Caso contrário, está formada a confusão. Mas enfim, a visita é obrigatória neste local.



Maiores informações você encontra aqui.



Ah, vale lembrar que no Forte de Copacabana existe outra Confeitaria Colombo. Não tão bonita quanto a do centro, mas com a mesma qualidade.









Pão de Açúcar - Rio de Janeiro/RS



Conhece essa paisagem? Impossível não conhecê-la, não é mesmo?
Pois é, estamos falando do Pão de Açúcar (Sugar Loaf), que fica na  Cidade Maravilhosa. Esta vista, especialmente, é do último andar do Botafogo Praia Shopping, onde fica o Botequim Informal.





Segundo o saite www.bondinho.com.br, existem várias versões para a origem do nome.

 Segundo o historiador Vieira Fazenda, foram os portugueses que deram esse nome, pois durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (século XVI e XVII), após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica para transportá-lo para a Europa, que era denominada pão de açúcar. A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome.
O penedo teve ao correr do tempo, cronologicamente, os seguintes nomes:
“Pau-nh-açuquã” da língua Tupi, dado pelos Tamoios, os primitivos habitantes da Baía de Guanabara, significando “morro alto, isolado e pontudo”; “Pot de beurre” dado pelos franceses invasores da primeira leva; “Pão de Sucar” dado pelos primeiros colonizadores portugueses; “Pot de Sucre” dado pelos franceses invasores da segunda leva. Ortograficamente, segundo a anterior ortografia da Língua Portuguesa, “Pão de Assucar”, era com ss.
O nome Pão de Açúcar generalizou-se, a partir da segunda metade do século XIX, quando o Rio de Janeiro recebeu as missões artísticas do desenhista e pintor alemão Johann Moritz Rugendas e do artista gráfico francês Jean Baptiste Debret que, em magníficos desenhos e gravuras, exaltaram a beleza do Pão de Açúcar.






São dois bondinhos: o primeiro, parte da Praia Vermelha e sobe até o Morro da Urca, com esta bela vista.





O segundo, parte do Morro da Urca e vai até o Pão de Açúcar, propriamente dito. Ah, você tem medo de altura? Eu também! Mas, em primeiro lugar, quando se está viajando, há que se enfrentar os medos. Faz parte da vida e da experiência da viagem. Em segundo, pode subir tranquilo. O bondinho é muito seguro. E terceiro: se você não subir, você VAI se arrepender certo, porque a vista lá de cima é de tirar o fôlego.





Estas fotos foram tiradas na última vez que lá estive, em outubro de 2011. Apesar do sol, estava muito frio, com um vento muito gelado. E as nuvens volta e meia cobriam um dos morros, volta e meia o outro, ou ambos, ou nenhum... Lindo de ver.




O final de tarde se parou assim. Lindo. Sobre as nuvens, o Cristo Redentor abençoando a Cidade Maravilhosa. Sim, porque o Rio de Janeiro continua lindo!




E Copacabana é o local perfeito para se ficar. Há muitos hoteis legais, bares e restaurantes. Além do que tudo acontece ali. Mas a minha dica, se você for em um grupo, ainda que pequeno, é alugar um apartamento. Sai bem mais em conta do que um hotel e você ainda tem mais liberdade. Estávamos entre 6 pessoas e gastamos menos da metade do que gastaríamos se estivéssemos em um hotel. Foi ótimo. Ah, e fiz tudo pela internet.


Guanabara Mitológica, de Remo Bernucci



Praia do Flamengo, com o Aeroporto Santos Dumont à direita


Enseada do Botafogo com Aterro do Flamengo
 Sabe lugar lindo? É este.