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domingo, 28 de janeiro de 2018

África do Sul com intercâmbio



África do Sul – 20 dias – julho/agosto 2016.

Em 2016, realizei dois sonhos bem legais: o primeiro deles era o de fazer um intercâmbio de inglês e ou segundo era o de fazer safári e ver de perto os Big 5. Fui para Capetown e lá fiquei durante duas semanas, fazendo aulas de inglês pela manhã (na Eurocentres, escola que NÃO recomendo!) e passeando à tarde. Em algumas tardes de chuva, fiquei pelo hotel, estudando e fazendo o homework

Quando as aulas terminaram, eu segui sozinha para o Parque Nacional de Pilanesberg. No caminho visitei Sterkfontain. Fiquei 4 noites no excelente Ivory Tree Game Lodge, que eu recomendo muito (vai ter post específico sobre). Foram 8 safáris ao todo e os Big Five na lista.

O post somente está sendo publicado agora pela absoluta falta de tempo para escrever... Nesse ínterim, concluí meu mestrado, lancei meu livro e viajei. Então, vou correr um pouquinho com os posts da África, porque já tenho outras viagens para postar.


Vôos:

Bebidas servidas no jantar na South African Airways
Jantar na South African Airways

16.07.16 – POA/GRU/JNB/CPT com Latam e South African Airways
30.07.16 - CPT/JNB com South African e transfer privado para Pilanesberg
03.08.16 - Pilanesberg/JNB em transfer privado. JNB/GRU em voo diurno pela South African e a parte final, GRU/POA pela Latam.

O voo foi bem confortável, embora tenha atrasado um pouco na saída de GRU para JNB. Com isso, quase perdemos a conexão para CPT. Então, a dica: no aeroporto de JNB tem que passar na imigração, (com fila!) pegar a mala e redespachar. Procure uma conexão com mais de 3h, porque é tudo muito demorado. No nosso caso, uns caras nos ajudaram – corremos feito loucas pelo aeroporto – a fazer o check in no balcão da empresa, redespachar as malas e ainda nos levaram até a entrada do Raio X. Pagamos 100 dólares. Não fossem eles, teríamos perdido a conexão para Capetown, porque o aeroporto é grande. Não costumo fazer isso, mas... Na volta, o voo era diurno e estava lotadaço, porque o pessoal estava vindo para as Olimpíadas do RJ. Não dormi, não li, não olhei tv, nada... desta forma, o tempo não passava e nem ficar olhando o monitor fazia com que a aeronave voasse mais rápido...

Hotel:



Ficamos no Strand Tower Hotel, bem no centro de Capetown, a duas quadras da escola de inglês. O hotel era muito bom, com café da manhã excelente. Os quartos limpos e aconchegantes e nos deram, ainda, quarto com vista para a Table Mountain. Tá, não era uma vista assim perfeita, mas dava para vê-la. O staff extremamente atencioso e prestativo.


Moeda e Cotação:



A moeda local se chama Rand.  Cem dólares equivalia a mais ou menos R1350. A moeda deve ser trocada em casa de câmbio (tem muitas), em razão de segurança. Há que se procurar pela melhor cotação e taxa de troca. A gente optou por trocar no aeroporto o equivalente a US$ 100,00 porque era domingo e nenhuma casa estaria aberta. Depois, elegemos uma perto do hotel, cuja taxa era boa, e trocávamos sempre que precisávamos.

Táxi:


Toda e qualquer corrida de táxi deve ter seu valor negociado sempre antes de embarcar (entre o hotel e Waterfront, o preço era em torno de R50). Mas em horário de pico de trânsito, o preço pode variar. Em um determinado dia, pagamos R60


Segurança:

Capetown é uma cidade grande e totalmente cosmopolita. É preciso, sim, ter atenção com a segurança. Sempre. Especialmente no centro.



Gorjeta:



A gorjeta é ‘obrigatória’ em todos os restaurantes, bares e afins. O valor varia entre 10% e 15% do da conta. Esteja preparado.

Internet:

O hotel tinha internet, mas o sinal só era bom, mesmo, na recepção. Assim, acabei comprando um chip local (Hello) pré-pago, só com pacote de dados. Paguei 55,00 Rands para 300GB, o suficiente para checar e-mail, chamar uber, postar nas redes sociais e consultar o Google Maps. Precisei fazer 3 recargas durante o tempo em que estive por lá e isso era feito no caixa do mercado, mesmo.



Dinâmica diária em Capetown:

Aulas pela manhã na escola de inglês (que eu realmente não gostei, seja pela organização, seja pela qualidade do curso em si), até 12h30min. Depois, almoço em algum restaurante legal (se come muito, mas muito bem, pagando pouco. E o vinho sempre é maravilhoso, podendo ser o mais barato do cardápio). Na sequência, algum passeio pela cidade, que tem muito a oferecer.

No sábado, compramos um tour de vinhos por Stellembosch e região (vai ter post próprio). No domingo, fomos para Inverdoorn, fazer safári. Eu fui sozinha para o Cabo da Boa Esperança. Todos os passeios foram comprados no concierge do hotel. 

Dica para quem quer visitar Robben Island:

Agende o quanto antes. O passeio depende das condições do mar para a travessia e pode ser que você precise reagendar e, com isso, readequar o seu roteiro. Aconteceu comigo.


Tomadas:

A voltagem é 220w, mas as tomas possuem 3 pinos, sendo que os dois pinos são mais distantes do que os nossos! Você vai precisar de um adaptador, facilmente encontrável nas lojas ou mercado.






Bem, começando as dicas sobre a África do Sul, essas são as gerais. Daqui para frente vou postar sobre o que visitei, restaurantes, o que é imperdível, o que pode passar. Mas Capetown conquista já na chegada. Em todos os sentidos.

Até o próximo post!































domingo, 15 de outubro de 2017

Post índice Portugal

 
 
Assim como escrevi um post índica para Holanda, decidi fazer um índica para Portugal, para facilitar o acesso a todo o material que produzi nessa viagem. Lá vai.
 
 
 
Post 1 - Vamos começar com o roteiro.
 
PORTO
 
Post 2 - Um pouco sobre como chegamos no Porto.
 
Post 3 - sobre o apartamento que aluguei
 
Post 4 - Restaurante Retiro dos Carvalhos (com fado)
 
Post 5 - Roteiro do primeiro dia
 
Post 6 - Restaurante Tasquinha do Bê
 
 
Post 8 - Centro Português de Fotografia
 
Post 9 - Roteiro do segundo dia
 
Post 10 - Degustação de vinho do porto na Ramos Pinto
 
 
ÉVORA
 
Post 11 - Roteiro de um dia em Évora
 
 
LISBOA
 
 
 
 
Post 15 - Alfama e o Fado

Post 16 - Cores e sabores de Portugal

 
 
Desta vez, é isso! Portugal convida a voltar... sempre!
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 24 de setembro de 2017

Alfama e o Fado

 
Alfama é um bairro bem famoso em Lisboa e diversos são os motivos. O lugar é lindo e tem uma vista deslumbrante do Tejo. Tem diversos mirantes (este é o Porta do Sol) para se admirar o pôr-do-sol. Tem o eléctrico 28, o bonde mais famoso de lá, que você tem que andar. Tem roupas íntimas nas sacadas, numa cena bem tradicional.


 
Alfama também tem muitas casas de fado, a tradicional música portuguesa. Um dos lugares mais conhecidos e frequentados é o Museu do Fado, mas considero turístico demais. Quem me conhece sabe que gosto muito mais de cantinhos tradicionais, frequentados pelos locais, sem a horda dos turistas.
 
E o mais legal de Alfama é andar por suas vielas, escolher uma casa de fado, pegar uma mesa, jantar e assistir a um show. E tem muitas por ali, especialmente entre as Ruas São Miguel e São Pedro.


 
Exatamente ao lado do Mirante de Alfama há uma escadaria. Entre nela e vá seguindo a rua torta, cheia de casinhas lindas e de azulejos portugueses demonstrando a forte conexão do lisboeta com a igreja católica. Nas casas há quadros dos santos a que a família é devota. Nesta, é Santo Antônio.


 
Se você achar que se perdeu, continue, porque está no caminho certo. Não precisa de mapa. Aventure-se. Desbrave (-se).
Nós olhamos vários restaurantes. Na porta, sempre tem o cardápio com preços. E tem para todos os gostos e bolsos. É só escolher e entrar. Sugiro, apenas, que você chegue cedo para não ficar na fila.
Nós elegemos o Maria da Fonte. Foi por acaso.
 
A decoração é tradicional portuguesa e possui cerca de 15 mesas, apenas. Os proprietários e garçons atendem e cantam em rodízio. E como cantam. E que músicas lindas!





 
Essa menina simplesmente arrebenta cantando. É a melhor de todas. Canta com alma, com coração. É afinada e seu repertório é fantástico. Depois da primeira rodada de cantoria, foi ela quem nos serviu.
 
Claro que comi bacalhau. Aqui escolhi em postas com cebola e pimentões coloridos. Estava saboroso, mas comi melhores em outros restaurantes. De sobremesa, sopa de brigadeiro. Deliciosa era pouco
 


 
Esse restaurante fica na parte baixa de Alfama, já bem perto do Museu do Fado. Mas tem muitas opções por ali. Lugar para voltar, voltar e voltar e a cada volta conhecer um restaurante diferente e ouvir diferentes timbres de fado.

 
 
Alfama é mais um cantinho fantástico em Lisboa, essa cidade que só faz me encantar a cada visita. E você, curtiu o post e a dica? Conta pra gente!
 
 
 
 *  Este post não é apoiado. Li no tripadvisor péssimas avaliações. A minha experiência foi legal, mas com certeza não é o melhor restaurante dali. A gente foi no escuro, não tínhamos indicações e elegemos esse. Às vezes a gente acerta, às vezes a gente erra. Não posso dizer que erramos, mas certamente há melhores.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

10 Dicas de Viagem que só uma mãe pode dar - Blogagem Coletiva




Este post integra a Blogagem Coletiva em comemoração ao Dia das Mães, organizado pelos blogues especializados em viagens em família. No final, veja a lista dos demais participantes.

Já participamos de outras ações como esta. Veja aqui.

O tema, desta vez, são 10 dicas que só uma mãe pode dar. Vamos lá, então.

Dica nº 01: Em viagens de carro, entretenimento é a ordem.

A gente gosta muito de viajar de carro e a Valen desde bebê viaja muito, em razão da distância da nossa moradia da casa da família (sou funcionária pública e seguidamente mudo de endereço). Quando ela era pequena, o que tinha de mais moderno era o DVD portátil. Ele era posto em um suporte que prendia no banco da frente. À mão, ia um estojo com diversos discos. E quando ela se encantava num só e passava a viagem inteira assistindo o mesmo? Haja paciência!

Roadtrip para o Uruguai, em 2010. Valen com 8 anos.
Atualmente, ela está com 12 anos. Acaba jogando no celular ou até mesmo dormindo, o que faz com que 'a viagem passe mais rápido'. Ela mesmo já pega um travesseiro e uma cobertinha antes de embarcar (mesmo que a viagem seja de Estrela a Porto Alegre, ou seja, 120 km...).

Dica nº 02: Conexões demoradas pedem um presente surpresa.

Uma vez viajamos a Natal (em 2013) e tínhamos uma conexão de umas 4h em GRU. Então, pensei em algo que pudesse ajudá-la a passar o tempo de forma mais rápida. 

Fui numa papelaria e comprei livros de pintar, caderno de desenho, lápis de cor, canetinhas, giz de cera, apontador, etc. e uma agendinha para ela fazer de diário de bordo. Enrolei tudo para presente e pus na minha mochila, escondido.




Quando nos organizamos no aeroporto e ela começou a se chatear, tirei o pacote da mochila e entreguei a ela. Ela ficou encantada com tanta coisa, desenhou, escreveu no diário de bordo enquanto eu e o Jaime tomávamos chimarrão. O tempo passou voando!

Dica nº 03: Farmacinha básica.

Sempre que viajo - com ou sem a Valen -, levo uma farmacinha junto. Levo medicamentos básicos, para dores musculares, para enjoo, febre, etc. Se vou para lugares diferentes ou vou ficar fora mais tempo (em outro país), levo ela ao médico e peço a prescrição de eventuais remédios - inclusive antibióticos - para levar comigo. Caso precise, tenho à mão.

Certa vez, fui ao Chile e não sabia qual seria a reação dela na altitude. Fui ao pediatra que receitou cafiaspirina, caso ela precisasse. Levei junto. Ela não precisou, mas o filho dos nossos amigos, sim.

Dica nº 04: Mapa do tesouro.

A Valen era bem pequena quando fizemos uma roadtrip pelo Uruguai. Foi a primeira viagem internacional dela. Em Colônia do Sacramento, eu queria andar por todo o casco histórico e, claro, ela não aguentaria caminhar tanto sob o sol forte. Peguei um mapa para ela no setor de informações turísticas e inventamos uma história maluca de que os piratas tinham escondido naquelas ruas moedas de ouro e que nós tínhamos de encontrá-las com a ajuda do mapa (ou 'apa', como ela dizia).




Eu ia na frente, escondendo moedas de peso uruguaio (que são grandes e douradas, pois as de real ela já conhecia) e o Jaime vinha com ela mais atrás procurando. Felicidade era encontrar uma moeda! Ela juntava e punha no bolso. Depois, comprou tudo em porcaria no restaurante.

Com essa estratégia, visitamos todo o casco histórico de Colônia e, também, as ruínas de San Ignácio Mini, em Posadas. Depois ela cresceu e a estratégia se perdeu.

Dica nº 05: Tenha sempre água e algum pequeno lanche à mão.

Uma das coisas boas de se viajar de carro é poder ter uma caixa térmica recheada sempre por perto. Na nossa última viagem, que foram mais de 4 mil quilômetros rodados pelo Brasil (contei nosso roteiro aqui), levei uma caixa bem sortida: água, sucos, bolachas, frutas, chocolates, etc.

Com isso, não precisamos parar a toda hora e, inclusive, em alguns momentos almoçamos no carro mesmo, sem parar, porque não tinha nada na beira da estrada. À noite não abrimos mão de jantar 'comida' quando o almoço acontece nesse esquema.

Em uma proporção um pouco menor, claro, essa dica serve para viagens longas de avião. Entretanto, leve produtos industrializados, porque em alguns países você não pode entrar com produtos naturais, como o Chile, por exemplo.

Dica nº 06: Roteiros que atendam a todos os interesses.

Quando se organiza um roteiro para ser feito em família, a primeira coisa que se tem que pensar é em atividades de interesse para todos os integrantes que estarão viajando. Com isso, fica mais fácil trazer boas lembranças.

Em 2015, fizemos um roteiro muito legal pela França, Andorra e Espanha (contei aqui). Eu adoro caminhar pelas ruas, visitar museus e pontos de interesse geral. O Jaime queria ir a jogos de futebol e a Valen queria ir para a Disney Paris.


Oceanário de Barcelona

Organizei o roteiro passando por tudo isso: Museu do Louvre, do Rodin, Torre Eiffel, dois dias de Disney Paris, Castelos do Loire, Zoos, oceanários, jogos de futebol, etc. Em um dos jogos, fomos junto com o Jaime (no Camp Nou); no outro, o Jaime foi ao jogo e nós fomos conhecer o Museu Reina Sophia, em Madri.

Nem eu nem o Jaime gostamos de parques. Mas nos divertimos muito na nossa primeira (e única) experiência Disney. Tanto que em janeiro, visitamos o Beto Carrero World, em Penha/SC.

Quando fomos ao Chile, em 2013, nós, os adultos, queríamos curtir as vinícolas, passeio entediante para os pequenos. Mesclamos idas à neve e a parques e museus com vinícolas. Deu supercerto, também.


Dica nº 07: Malas, uma miscelânea sem fim.

Viajar de avião é ótimo, não é mesmo? Mas a expectativa das malas é enorme quando você está na beira da esteira, torcendo para que elas tenham chegado junto.

Uma coisa que faço: mesclo roupas de nós os três em todas as malas. E levo muda extra na bagagem de mão. Caso as malas sejam perdidas, pelo menos para a chegada temos roupas.

Dica nº 08: Etiquetas de identificação.

Quando fomos para a Europa, em 2015, fiquei um pouco preocupada com a Valen, caso ela se perdesse de nós (claro que estávamos sempre de olho nela, mas pode acontecer, não é mesmo? Principalmente em locais muito tumultuados), porque ela não falava nem francês e nem espanhol (ela estuda inglês desde os 4 anos de idade, mas na hora do pânico, saberia ela se virar?).

Então, confeccionei dois crachás, um em cada idioma, contendo o nome dela, a idade, e dizendo que ela estava perdida e que não falava o idioma e que eu estaria procurando por ela. Abaixo, meus contatos. Ela usou 'de boas' em Paris (sob a roupa mesmo), mas em Madri ela me disse que não queria porque isso era 'constrangedor'. Insisti e pus sob o casaco. Obviamente não foi preciso fazer uso deles, mas era a nossa primeira viagem a três para a Europa.

Dica nº 09: Preparativos, uma parte legal da viagem. 

Definir o destino e delinear o roteiro é uma das partes de que mais gosto. Aguçar a curiosidade faz parte desta etapa.







Sempre procuro ler muito sobre o destino, seja em blogues ou guias, mas também na literatura (tanto que tenho uma seção aqui no blogue chamada Livros que inspiram a viajar) e nos filmes (Filmes que inspiram a viajar). E eu também incentivo a Valen a ler sobre o destino, até para que ela crie expectativas do que ver aonde iremos passar, como foi sobre o Da Vinci.

Dica nº 10: Destino certo existe?

Todos os destinos são interessantes, tanto para crianças, como para adultos. O nosso papel é torná-lo atrativo para os pequenos. Em todos os lugares do mundo haverá lugares para se levar as crianças, porque em todos eles há crianças e há o que desbravar. Mas o ânimo dos pais é superimportante para isso.

Em janeiro de 2017, por exemplo, mergulhei junto com a Valen (ela fez batismo e foi a 12 m de profundidade), em Paraty. Foi show!


Pic by Fabio França - Adrenalina Mergulho


Respeite, apenas, o ritmo de seu filho. É claro que ele não vai aguentar caminhar 15km num mesmo dia, se for pequeno. Faça 5, mas faça bem feito. Chame a atenção dele para tudo a sua volta: cores, cheiros, sabores, pessoas, arquitetura, história, diferenças culturais, etc. e você estará criando um cidadão para o mundo.



E aí? Bora viajar? Curta as demais dicas dos blogues participantes dessa BC.







domingo, 12 de março de 2017

Que tal mergulhar?

* Post publicado no blog parceiro Mulheres Donas de Si, em 07/03/2017.

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Mergulho – Pic by Fábio França – Adrenalina Mergulho – Paraty/RJ
Você já se imaginou desbravando o mundo sub? Tem vontade de mergulhar? Já pensou nisso alguma vez? Tem, ao menos, curiosidade? Vou te contar como isso é possível!
Não, não estou falando de fazer snorkeling, que é quando você põe uma máscara de mergulho  com ou sem o snorkel (aquele ‘caninho’ que possibilita a respiração), fica na superfície e, dependendo da limpidez da água do mar, vê os peixinhos coloridos que habitam as pedras e corais do nosso litoral ou do mundo. Estou falando de Open Water Dive, de mergulho com cilindro, aquele em que você desce ao fundo do mar e descobre que existe outro mundo lá embaixo.

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Frade ou Paru – Pic by Fábio França – Adrenalina Mergulho – Paraty/RJ
Bem, para este tipo de mergulho você precisa estar habilitado, precisa ter uma certificação para poder utilizar os equipamentos necessários. São diversos níveis de aperfeiçoamento, a começar pelo básico (Open Water Dive – possibilita mergulhar até 18m de profundidade, conforme a certificadora), passando pelo avançado (Advanced Water Dive – até 45 metros), pelo nitrox/trimix (mistura de gases, para mergulhos mais profundos – acima de 45m de profundidade  para possibilitar maior autonomia de fundo) ou pelas especialidades, como por exemplo, mergulho em  caverna (para mim, algo impensável!).
Os cursos são ministrados por certificadoras internacionais (PADI, PDCI, etc.) em escolas de mergulho. Por se tratar de um esporte de alto risco (a embolia é um risco real em mergulhos profundos), deve ser ministrado por instrutor comprometido com a segurança do mergulhador. Eles duram em torno de 4 dias e se dividem em aulas teóricas e práticas, com provas finais em ambos os segmentos.
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Coió ou Peixe Morcego – By Andrea Barros
Você pode estar se perguntando: tenho vontade, mas não sei nadar. É possível?  Sim, é possível. Não é necessário saber nadar para aprender a mergulhar. Os equipamentos – e principalmente os pulmões – são os responsáveis pelo controle da flutuabilidade sob a água. É só respirar calma e profundamente, relaxar e curtir todos os momentos de fundo, pois o mundo sub é fantástico!
Para mergulhar, cuidados são indispensáveis. Nunca se mergulha sozinho e sempre se avisa o local onde se vai mergulhar. Quando você participa de uma operação de mergulho com uma empresa credenciada, a equipe vai junto e tem pelo menos um dive master para orientar o grupo.
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Ouriços do Mar – By Andrea Barros
Então você deve estar pensando: preciso mesmo fazer o curso para poder mergulhar? Eu respondo: não! Se você quer só experimentar a sensação de mergulhar, você pode contratar um batismo. Neste caso, você é levado por um dive master, que controla todos os seus equipamentos e te ajuda em qualquer dificuldade. Você não mergulha solto, pois é ele quem te guia. São mais ou menos 30 minutos de fundo em batismos e a profundidade não ultrapassa 12 metros, em regra.
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Batismo – Pic by Fábio França – Adrenalina Mergulhos – Paraty/RJ
Quer saber quanto custa mergulhar? Barato não é. Um curso básico, atualmente, deve estar custando entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00, exatamente pelos riscos que envolve. Um batismo, dependendo da operadora, custa em torno de R$ 350,00. Quer saber se vale o investimento? Para mim, vale cada centavo. Se você não experimentar a sensação de mergulhar, não vai ter essa resposta… Só digo uma coisa: ar comprimido vicia! hehehe
Quer conhecer mais alguns pontos de mergulho no Brasil? Clica aqui.
E aí? Você se animou com esta possibilidade? Conte pra gente!
Até o próximo post!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Expedição Meu Brasil Brasileiro - Férias em família 2017

Foto: Blog imagens grátis

 Depois de muitas ideias, incertezas e um roteiro para o norte da Argentina e Chile quase pronto (na fase da reserva de hoteis), compreendi que não seria dessa vez que iria percorrer os quase 8mil quilômetros de que gostaria. A fase final do mestrado não me deixava saber, com a exatidão de que precisava, a data da partida.

Mudança de planos e de rumos. Pesquisei outros destinos próximos e que também me encantam, mas as passagens aéreas estavam à beira da morte! Desistimos e voltamos para a ideia de viajar de carro, tal qual uma viagem que fizemos em 2002, entre Salvador/BA e Montenegro/RS e que foi muito legal.

E por que não?!,  nos perguntamos! Juntamos a saudade daquela viagem, uma visita prometida a uns amigos em Niteroi/RS, um roteiro aberto, mas cheio de sonhos, e lá fomos nós Brasil afora. Foi a #ExpediçãoMeuBrasilBrasileiro que nos fez rodar por mais de 4mil quilômetros entre o Sul e o Sudeste do Brasil, durante 19 dias.

Se quiseres ver algumas fotos desta aventura, vai lá no instagram ou no facebook e clica nas seguintes #: 

#ExpediçãoMeuBrasilBrasileiro
#DoRSnoSudeste
#DoRSparaoMundo

 Gostou das fotos? Assina a nossa newsletter aqui no blog, curte a nossa página no facebook, segue a gente lá no instagram e o nosso perfil do twitter e seja sempre o primeiro a saber das novidades. Basta clicar nos botões que ficam no lado direito no alto desta página.

Quanto ao roteiro, então, em linhas gerais:

Data: entre 04 e 22 de janeiro de 2017

Viajantes: eu, Jaime e Valen.

Estados visitados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Km: 4025 km percorridos

Pedágios: R$ 255,00 (e são muitos!)

Combustível: ainda não totalizei

Hoteis: todos reservados pelo Booking, exceto o Hotel Fazenda Ribeirão, que foi pelo Zarpo (nossa primeira experiência no saite e em hoteis desta linha).

Bagagem: uma mala de bordo e uma mochila para cada um e o equipamento de mergulho. Ainda, uma caixa térmica abastecida e 6kg de erva para o chimarrão, afinal de contas a viagem era longa e tínhamos que levar de presente para os gaúchos que encontrássemos no meio do caminho.
  
Como organizei, ainda que minimamente, o nosso roteiro (parte dele foi definido ao longo da viagem):

Dias 04/01/17 a 07/01/17: RS até Penha/SC. Almoço em Laguna. No dia 05 fomos ao Parque Beto Carrero; no dia 06, visitamos Penha e Piçarras, duas praias que ainda não conhecíamos em SC.

Dia 07/01/17: de Penha andamos até São Vicente/SP, onde chegamos no final da tarde. Jantamos na Ilha Porchat, no restaurante Terraço.

Dia 08/01/17: pela manhã, visitamos a Vila Belmiro, onde conhecemos um pouco mais da história do Santos Futebol Clube e, claro de seu rei maior, o Pelé. Depois, pegamos a Rio-Santos, no sentido Sul/Norte e seguimos para Paraty/RJ. Saímos frustrados da Rio-Santos... a beleza que vimos outrora se esconde atrás da urbanização e dos capins elefante que invadem a landscape... :( Não há quase mirantes ao longo do trajeto e parar na beira da estrada é um risco muito alto. Ah, sem contar com os mais de 100 controladores de velocidade e de 300 quebra-molas... A velocidade máxima que se consegue andar é... 60km/h...

Dias 08/01/17 a 11/01/17: Paraty/RJ. No dia 09, visitamos o centro histórico, depois fomos para cachoeiras na Serra da Bocaina, fizemos um walktour pelo Centro Histórico à noite e, depois do jantar, fechamos uma saída de mergulho para o dia seguinte, com a Adrenalina. Eu nem acreditava: 11 anos depois, voltaria ao mar e ao mundo sub!

De 11/01/17 a 15/01/17: Niteroi/RJ. No trajeto entre Paraty e Niteroi, um dos perrengues, que nem foi tão perrengue assim, foi mais medo mesmo da cena a que assistimos na beira da estrada. Conhecemos a cidade, o Museu de Arte de Niteroi, o Parque da Cidade, diversas praias. No dia 13/01/17, fomos ao Rio de Janeiro e visitamos o Museu do Amanhã e o AquaRio. Ficamos encantados com o Boulervard Olímpico.

Dia 15/01/17: Petrópolis/RJ. Levamos a Valen ao Museu Imperial, fizemos o passeio de Vitória e descobrimos os 7 erros na Casa Ipiranga.

Dias 16/01/17 a 20/01/17: Saímos de Petrópolis rumo ao Vale do Café, passando por Rio das Flores, na tentativa de visitar a Fazenda do Paraízo, que ficou para a próxima. Vimos tantas fazendas lindas na beira da estrada que a paisagem por si só já valeu a viagem. Chegamos no Hotel Fazenda Ribeirão no meio da tarde e lá ficamos até o dia 20, descansando. Experiência maravilhosa, que quero repetir, já que na região existem muitas opções com este viés.

Dia 20/01/17: Hora de começar a voltar para casa. Dia de dois perrengues: meu cartão foi clonado e o Jaime com virose. Mesmo assim, ele dirigiu do hotel em Barra do Piraí/RJ até Taubaté/SP, local do nosso pernoite. No caminho, visitamos Penedo/RJ e Aparecida do Norte/SP.

Dia 21/01/17: Em Taubaté, fomos visitar o Sítio do Pica-Pau Amarelo. E depois, estrada até o Paraná. Nosso pernoite foi em Curitiba.

Dia 22/01/17: Dia de voltar para casa. Saímos cedinho de Curitiba e chegamos no final da tarde em casa. Dia do último perrengue: faltando 10km para chegarmos em casa... tcharam... o único pneu furado em todo o trajeto. Na hora fiquei brava, mas o Jaime disse: Calma! Melhor aqui do que no meio da Avenida Brasil ou da Linha Vermelha, no Rio. Fui obrigada a concordar com ele!

Chegamos em casa com algumas certezas: a de que precisamos voltar para Paraty, porque ficou muito por fazer lá;  a de que Ilhabela merece nossa atenção; descobrimos a região serrana do RJ, lugar que tem muito para se explorar, ainda; Campos do Jordão e Paranapiacaba ficaram para a próxima, bem como outros lugares que nos indicaram.

Voltamos com a frustração da Rio-Santos, a certeza de que não queremos mais dirigir no RJ, por ser muito tenso, mas com a convicção de que nosso país é lindo e tem muito para ser explorado.

Ah, e ainda voltamos com um quilo de erva-mate na bagagem, além de muitas histórias para contar. E a sensação inexplicável de voltar ao mar 11 anos depois... sim, 'a paz invadiu o meu coração e me encheu de paz', já cantou Djavan...


Nosso trajeto

E você? Curtiu a nossa viagem de carro pelo Brasil? Gosta de viajar assim, parando e conhecendo o que tem pelo caminho?  Conta pra gente! Tão logo eu organize as fotos, vou escrever os posts detalhando tudo! Até lá!