domingo, 3 de maio de 2020

Ando sumida, não é mesmo?


Ando sumida do blog, não é mesmo? Nesta semana, em plena quarentena da COVID19, tive vontade de parar tudo o que ando fazendo (tenho trabalhado bastante no tema da pandemia), para voltar aos posts de viagem, um tema bem mais leve e prazeroso, não é mesmo? Mas, mesmo em quarentena, não vejo a semana passar... e o que é pior (ou  melhor, não sei), não consigo fazer tudo o que tenho vontade ou preciso fazer... meu dia continua precisando de umas 6h a mais...


Meu último post de viagem é de novembro de 2018, quando comecei a contar a nossa aventura pelas estradas brasileiras em uma roadtrip em família, que aconteceu em janeiro de 2017... Parei no Beto Carrero... quanta coisa legal vimos e vivemos nessa viagem! Depois dela, banca de dissertação de mestrado, lançamento de livro, congressos, seleção para o doutorado...



E por falar nele, voltei a Sevilha, em dezembro de 2018, para apresentar um artigo no Encuentro Hispano Brasileño de Filosofía del Derecho y Derechos Humanos, da Universidade de Sevilha. Foi uma grande aventura viajar sozinha para o Velho Continente... Voltar a Madri e a Sevilha e desbravar o centro histórico de Córdoba foi realmente inesquecível...


Antes de ir para a Espanha, levei meus pais e irmã para Minas Gerais, para as Cidades Históricas. Contratei a Ane Souz para registrar um dia de passeio pelos pontos turísticos da cidade. As fotos ficaram lindas, né? Ela é talentosa e uma querida!


O ano de 2019 começou meio atravessado, mas logo se reorganizou. Contei aqui na retrospectiva.

Em 2020, depois de um período de descanso em São Lourenço do Sul, estive em Bombinhas/SC no carnaval. Voltei ao mar, ao mergulho, ao mundo sub. E levei uma galera comigo...


Sempre que possível, viajei. O que faltou foi tempo para parar e blogar... E isso ainda vai demorar mais um tempinho, porque o trabalho e o doutorado estão me comandando. Com o tempo, volto ao normal. Preciso voltar à reforma do blog, ao novo template, mas isso agora é secundário. Seguimos nessa viagem chamada doutorado, trabalho e, agora, a interior que nos foi imposta há mais de 40 dias...


Ah, e neste mês de maio o blog completa 9 anos no ar... são 9 anos contando as nossas aventuras por aí, incentivando outras pessoas a viajarem, ajudando a outros viajantes com dicas dos destinos por que já passamos. Este espaço relata, apenas, a minha experiência ou o que vimos e vivemos enquanto família, porque também viajamos em trio. Aliás, hoje a minha viajante mirim está com 15 anos e as atividades para ela já são outras, mas é sempre uma descoberta e um desafio viajar com adolescentes. 


Escrevi o post para matar a saudades e dar notícias. Até breve!

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019





Foi um ano e tanto! 2019 começou meio atravessado, mas terminou de forma espetacular! Que ano! Quanto aprendizado! Quanto crescimento! Quanta evolução! Ele se resume a uma única palavra: GRATIDÃO!

Por se tratar de um blog de viagens, vamos a elas:

Aproveitei o carnaval para voltar a Bombinhas/SC com o único objetivo de mergulhar outra vez, depois de dois anos da última operação (foi em Paraty/RJ). Mesmo com tudo programado, não pude visitar o fundo do mar... tinha acabado de fazer uma cirurgia e o médico não me liberou nem para entrar na água... Eu fui, mas ficou faltando o mergulho...



A segunda trip do ano foi para Curitiba/PR e bem acompanhada do maridão. O objetivo era participar do Congresso da ABRAMPA e curtir o final de semana, participando de uma corrida, inclusive. Tirando os problemas de saúde que tivemos, foi uma delícia.


 

Mesmo com febre, concluímos a prova!
Mais um congresso, agora em maio, daqueles que vou todos os anos, desta vez em São Paulo/SP. Sempre aproveito para um tour gastronômico, para correr no Ibirapuera e para curtir a Paulista.

Apresentando trabalho no Congresso

No Congresso do O Direito por um Planeta Verde

 

Aproveitei a oportunidade e participei da 1ª Coffee Run, no Jardim Botânico de SP. Foi a minha volta aos 5k depois da cirurgia.


Teve passeio na Paulista, outra vez. Uma manifestação me correu dali e me levou ao Bairro da Liberdade, que ainda não conhecia. Teve almoço no Sal Gastronomia, encerrando o circuito MasterChef, iniciado no ano anterior.


Aproveitei para ir ao MASP ver a exposição da Tarsila do Amaral, que esteve incrível. Eu já conhecia várias obras dela (foi o meu terceiro encontro com Abaporu), mas conhecer a história e ver grande parte da obra dela em um mesmo espaço foi uma experiência inesquecível.

Outro congresso chegou para me tirar da zona de conforto: na Universidade de Catamarca, na Argentina. E eu tinha que cumprir com o desafio de escrever e apresentar "mi ponencia" em espanhol (fui desafiada pelos dois professores que tive no Instituto Cervantes nos dois cursos que fiz lá e pela minha orientadora). Bueno, desafio dado, desafio cumprido. E com elogios. E o mais legal: meu tema era direito das futuras gerações conectando com meio ambiente e eu apresentei exatamente em 1º de agosto, dia em que se comemora a Pachamama por lá. Coincidência? Pode até ser, mas foi o universo que proporcionou tudo isso.


Depois de cinco dias em Catamarca, saí de lá com muitos amigos, com vontade de voltar e sendo chamada de Andrea, la Catamarqueña, porque já estava me sentindo em casa. Aliás, a Argentina é a minha segunda casa. Eita país que amo! E o seu povo e a sua cultura? Ahhhh... moram no meu coração!!!!

Atendendo à máxima 'primeiro a obrigação e depois a diversão', seguimos de férias pelo norte da Argentina. Cavalgamos em Cafayate, em plena Cordilheira dos Andes. Fizemos amizade com o Fred, o dono dos cavalos, e à noite dividimos uma mesa na Peña Dueña Argentina, onde ouvimos a doce voz de Jacinta Condorí, que nos arrepiou e nos levou às lágrimas diversas vezes. Foi a nossa primeira peña. E que peña! Depois vieram outras em Salta (uma para turista ver, que odiamos, e outra mais tradicional, que amamos tanto que voltamos para despedida, a La Casona del Molino). 

Cavalgada nos Andes

Degustação de vinho malbec

Jacinta Condorí e sua simplicidade, sua voz magistral, seu cantar...

De Cafayate seguimos para Salta, pela Quebrada do Cafayate. Na estrada, esculturas criadas pelo vento, num cenário inóspito, lindo, indescritível e inesquecível. Paramos para uma visão geral, no anfiteatro (foto abaixo) e na garganta do diabo. Na cabeça, o mantra: "vou voltar de carro, para parar a cada 50m e fotografar".



Partindo de Salta, La Linda, fomos para Purmamarca, para vermos o Cerro de Los Siete Colores, a vila, atravessarmos uma quebrada e chegarmos nas Salinas Grandes e no Viaduto de La Polvorilla, o mais alto da Argentina, pois está a 4.200 m.s.n.m.. Possui 64m de altura, 224m de comprimento e 21m de vão livre.



Comendo tortillas no salar

E vista lá de cima do La Polvorilla? Quando nosso chofer se deu conta, estávamos lá em cima!

No outro dia, fomos para Humauhaca, com parada em Tilcara para conhecer o Pucará. Aqui me impressionou a história da expansão incaica. Os Incas eram, então, os conquistadores do povo tradicional. Como eu já viajei ao Peru, conhecia a história pela visão deles e agora a ouvi pela versão do povo conquistado e explorado. Mas o que me deixou rezando aquele mantra para voltar foi a história das oferendas para Pachamama, que ocorrem na noite do dia 1º de agosto. Quero - e vou voltar - para conhecer a cerimônia.

Los Cordones em Pucará de Tilcara.

Salta, La Linda conquistou o nosso coração com a força de seu folclore e sua cultura. Visitamos o Museu Casa Güemes, que conta a história de um dos herois da Independência da Argentina e o fantástico Museu de Alta Montanha. Neste vimos uma das três crianças incas resgatadas da alta montanha, que tinham sido oferecidas aos deuses. Uma visão linda, sublime e um pouco assustadora, pois as múmias estão intactas! Parece que vão levantar dali e sair correndo.

Descobrimos, meio que por acaso, um show numa praça em Salta, El Fogón de los Trabajadores em comemoração a San Cayetano. E nós fomos, claro. Fazia muito frio, mas a noite estava limpa. O show era um megaevento, com diversos nomes nacionais da música folclórica argentina. Quem chorou ao ver o povo dançando chacareira, zamba e carnavalito? Sim, euzinha! Quem chorou ao ver Chaqueño Palavencino entrando no palco? Acertou, de novo! Euzinha aqui! Em resumo: eram mais de 3h da manhã quando voltamos ao hotel! Gelados, mas muito felizes.

Llokallas

El Chaqueño Palavecino

E a verdadeira pena salteña: La Casona del Molino.
De Salta e seus encantos seguimos para Mendoza, para visitarmos nossos amigos Gustavo, Viviana, Marina e Agus. Nós nos conhecemos na etapa mendocina do Festival Internacional de Tango, em 2006. Mantivemos contato por email, facebook e mais recentemente por WhatsApp. A visita definitivamente saiu e foi muito gratificante estar com eles. 

Almoço em uma vinícola

Queridos amigos
Cumprida a promessa, voltamos a Buenos Aires para mais uma conexão. E o que dizer dessa chegada hermosa?

Puerto Madero

Casa Rosada

A Argentina pode estar passando por diversos problemas, mas Buenos Aires ainda é uma cidade relativamente segura para se andar. Caminhamos de San Telmo até a Recoleta, passando por diversos pontos turísticos sem qualquer problema ou suspeita de problema. Foi a nossa sétima vez na capital portenha e volto quantas vezes mais me der vontade, até porque não preciso mais cumprir com roteiro turístico e tenho amigos por lá que me dão dicas muito legais e diferentonas.

De volta à realidade brasileira, a agenda apertou. De viagem, um final de semana em Florianópolis e final do ano em São Lourenço do Sul, com uma passadinha em Piratini e Pelotas.

Em Florianópolis, vivi a viagem dentro da viagem: foi uma viagem gastronômica, pois por algum motivo que não sei explicar provei - e gostei - ostra (em dois preparos diferentes), polvo e de uma vez por todas, o camarão entrou para a minha dieta.


Ostras ao molho de mostarda


Ostras gratinadas

E esse prato com polvo, peixe e camarão?! Uma delícia.
 Ficamos sediados em Santo Antônio de Lisboa para curtir a praia e os restaurantes. Ah, e o pôr-do-sol, né?


Em Piratini, além de visitar a família, um tour para apresentar a cidade a uma amiga. Foi legal voltar aí.



E os últimos dias do ano foram na sossegada São Lourenço do Sul. Levantar cedinho todos os dias, correr na praia e depois curtir o clima local foi a tônica do final do ano. Descansar era o objetivo e foi plenamente atingido.




O sossego da praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul

Depois as 'viagens' foram nos livros, pois foi um ano de muita leitura. Também, de retomar o idioma espanhol e de aprovar na prova DELE B2 do Instituto Cervantes. De me reaproximar do folclore, desta vez o argentino. De adotar receitas provenientes de viagens, como o Salmorejo, que conheci em Córdoba, na Espanha.




Foi um ano de muito teatro e shows. Investi na cultura e não me arrependi.

 
 


 


Foi um ano de muitas corridas (embora em algumas eu tenha somente caminhado por ordens médicas).



  



 

Em resumo, este foi meu ano de 2019. Na verdade, ele foi muito mais do que isso. Foi intenso, foi forte. Foi um sair da zona de conforto constante. Foi maravilhoso! 

Que venha o ano novo com tudo de melhor que tiver para me oferecer. Pode chegar, 2020, que eu quero te abraçar!