segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Encantada, a casa de Santos Dumont - Petrópolis/RJ





Em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, está localizada a Casa de Santos Dumont. Trata-se de uma pitoresca residência no alto de um morro, na Rua do Encanto, próximo à Universidade Católica de Petrópolis. Naquela época, ali funcionava o Palace Hotel, que fornecia as refeições para Santos Dumont, pois a casa é desprovida de cozinha.




Chama a atenção a escada de acesso, recortada em forma de raquete, que obriga o visitante a começar sempre com o pé direito. Seria Santos Dumont supersticioso?? Dentro da casa há outra escada igual, só que o primeiro degrau deve ser pisado com o pé esquerdo...




Em seu interior funciona um museu que abriga obras e pertences do morador ilustre. Há uma réplica do 14 Bis, o primeiro avião que criou, bem como o seu típico chapeu e sua mala usada em viagens,  com suas iniciais gravadas.








Observa-se que a casa não possui divisórias, à exceção do banheiro, que tinha um chuveiro quente, o único no Brasil para a época, aquecido à álcool.

Na parte de baixo, o escritório e a sala de refeições. No segundo piso, o quarto e o banheiro. E do lado de fora, no telhado, um observatório para que ele pudesse observar as estrelas. Tudo pequenino, já que era um homem de baixa estatura.

Santos Dumont foi um gênio, efetivamente.







Confeitaria Colombo - Rio de Janeiro/RJ






Lugar supertradicional no centro histórico do Rio de Janeiro, a Confeitaria Colombo permanece recebendo muitos visitantes. A arquitetura é linda, charmosa, e remete a uma época de glamour.





Os doces são lindo de olhar. E devem ser provados, sim! O bolinho de bacalhau é divino! Entretanto, o que deixou a desejar - e essa impressão já foi dividida com outros viajantes - foi o atendimento.

Se quiséssemos, poderíamos ter saído sem pagar a conta tamanha a desorganização do pessoal. Mas como não somos disso, esperamos até aparecer alguém apto a receber nosso pagamento.




Mesmo assim, indicamos a visita por ser um local tradicionalíssimo em se falando de Rio de Janeiro. Muitas decisões importantes foram tomadas ali naqueles salões. Talvez muitas delas definiram o rumo do nosso país.




Se você pedir um cafezinho no balcão, não pode sentar, tem que tomar em pé mesmo. Se sentar, não pode tomar o cafezinho, tem que pedir algo diretamente do cardápio. Caso contrário, está formada a confusão. Mas enfim, a visita é obrigatória neste local.



Maiores informações você encontra aqui.



Ah, vale lembrar que no Forte de Copacabana existe outra Confeitaria Colombo. Não tão bonita quanto a do centro, mas com a mesma qualidade.









Pão de Açúcar - Rio de Janeiro/RS



Conhece essa paisagem? Impossível não conhecê-la, não é mesmo?
Pois é, estamos falando do Pão de Açúcar (Sugar Loaf), que fica na  Cidade Maravilhosa. Esta vista, especialmente, é do último andar do Botafogo Praia Shopping, onde fica o Botequim Informal.





Segundo o saite www.bondinho.com.br, existem várias versões para a origem do nome.

 Segundo o historiador Vieira Fazenda, foram os portugueses que deram esse nome, pois durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (século XVI e XVII), após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica para transportá-lo para a Europa, que era denominada pão de açúcar. A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome.
O penedo teve ao correr do tempo, cronologicamente, os seguintes nomes:
“Pau-nh-açuquã” da língua Tupi, dado pelos Tamoios, os primitivos habitantes da Baía de Guanabara, significando “morro alto, isolado e pontudo”; “Pot de beurre” dado pelos franceses invasores da primeira leva; “Pão de Sucar” dado pelos primeiros colonizadores portugueses; “Pot de Sucre” dado pelos franceses invasores da segunda leva. Ortograficamente, segundo a anterior ortografia da Língua Portuguesa, “Pão de Assucar”, era com ss.
O nome Pão de Açúcar generalizou-se, a partir da segunda metade do século XIX, quando o Rio de Janeiro recebeu as missões artísticas do desenhista e pintor alemão Johann Moritz Rugendas e do artista gráfico francês Jean Baptiste Debret que, em magníficos desenhos e gravuras, exaltaram a beleza do Pão de Açúcar.






São dois bondinhos: o primeiro, parte da Praia Vermelha e sobe até o Morro da Urca, com esta bela vista.





O segundo, parte do Morro da Urca e vai até o Pão de Açúcar, propriamente dito. Ah, você tem medo de altura? Eu também! Mas, em primeiro lugar, quando se está viajando, há que se enfrentar os medos. Faz parte da vida e da experiência da viagem. Em segundo, pode subir tranquilo. O bondinho é muito seguro. E terceiro: se você não subir, você VAI se arrepender certo, porque a vista lá de cima é de tirar o fôlego.





Estas fotos foram tiradas na última vez que lá estive, em outubro de 2011. Apesar do sol, estava muito frio, com um vento muito gelado. E as nuvens volta e meia cobriam um dos morros, volta e meia o outro, ou ambos, ou nenhum... Lindo de ver.




O final de tarde se parou assim. Lindo. Sobre as nuvens, o Cristo Redentor abençoando a Cidade Maravilhosa. Sim, porque o Rio de Janeiro continua lindo!




E Copacabana é o local perfeito para se ficar. Há muitos hoteis legais, bares e restaurantes. Além do que tudo acontece ali. Mas a minha dica, se você for em um grupo, ainda que pequeno, é alugar um apartamento. Sai bem mais em conta do que um hotel e você ainda tem mais liberdade. Estávamos entre 6 pessoas e gastamos menos da metade do que gastaríamos se estivéssemos em um hotel. Foi ótimo. Ah, e fiz tudo pela internet.


Guanabara Mitológica, de Remo Bernucci



Praia do Flamengo, com o Aeroporto Santos Dumont à direita


Enseada do Botafogo com Aterro do Flamengo
 Sabe lugar lindo? É este.



domingo, 22 de julho de 2012

Filmes que inspiram a viajar: Meia-noite em Paris



Impossível não querer pegar o primeiro avião para Paris depois de assistir esse maravilhoso filme de Woody Allen! Quem me conhece sabe que não sou nada entendida de cinema e nem os nomes dos artistas e diretores eu sei. Mas entendo de emoção e de fotografia. E conheço Paris.

Nas cenas, revivi diversos lugares que visitei quando lá estive, há dois anos atrás. Sim, já faz mais de dois anos da realização deste sonho. E não vejo a hora de lá retornar para viver um pouco mais essa cidade.

O filme mostra diversos lugares conhecidos de Paris. Do tipo cartão-postal. Mas caminhar por suas charmosas ruas, tomar algo em seus cafés, comer as suas baguetes e seus crepes e falar e ouvir francês não tem preço.

Não tem jeito: Amo Paris!!!!





Au revoir, mon amour!








domingo, 8 de julho de 2012

Paraguay: uma loucura!!!!



Se você vai a Foz do Iguaçu, você certamente atravessará a Ponte da Amizade. Errei? Não, né?

A minha grande dica: contrate o transfer no seu hotel, porque o trânsito é muito complicado, tanto na entrada como na saída daquele País. As lojas abrem muito cedo e cedo estão fechadas. 

Fomos com uma van que nos deixou no Shopping Del Este, que fica  no lado esquerdo, logo depois da Ponte. E ali nos pega para voltarmos ao Brasil. São mais ou menos 5h para as compras, tempo mais que suficiente para fazê-las, ainda mais quando se vai com crianças, o meu caso.

A diversidade de lojas é infinita. Entretanto, tem as que vendem coisas falsificadas e as que não vendem. Tem que saber e o motorista da van é uma boa fonte de informação.

Confesso que apesar da bagunça que está hoje, já foi bem pior. Esta foi a terceira vez que pisei em terras paraguaias. E pretendo voltar,  mas sozinha, porque os preços são realmente bons.

Mas não se esqueça da cota: US$300,00 por pessoa. Acima deste valor você tem que declarar e pagar 50% sobre o excedente. Sei, também, que no aeroporto de Foz do Iguaçu a fiscalização é bem rígida. Na ponte, nem tanto. É por amostragem.


E tem produtos que são terminantemente proibidos. Informe-se antes no saite da Receita Federal para não ter problemas.

Boa viagem e boas compras!




Rafain Churrascaria: mais uma vez minha tese se confirma



Por sugestão de amigos, fomos jantar no Rafain Churrascaria Show. Não sou adepta de restaurantes tipicamente turísticos (já escrevi sobre os Cena Tango Show de Buenos Aires aqui), porque tudo tem é feito para 'inglês ver', não retratando a realidade. Mais uma vez minha teoria se confirmou.

O Rafain é uma churrascaria caríssima. Foram R$ 90,00 por pessoa, com transfer desde o hotel, o que optamos fazer para podermos tomar um vinho ou uma cerveja sem ter que dirigir depois.

Bem, o motorista te pega no hotel pouco antes das 20h e te larga num brete, digo, num baita restaurante (acho que cabem mais de mil pessoas!), cuja mesa já está previamente reservada. A primeira coisa a fazer, após localizar a mesa no meio de tantas outras, é ir se servir no buffet, que é grande e contempla vários pratos, inclusive sashimi.

Aí, você vai para a fila da carne. É churrascaria, mas não é espeto corrido, que é quando o garçom vem com o espeto até a tua mesa e tu te serves, que é bem comum no Rio Grande do Sul. Vi uns japas com cada pratinho alto de carne... Dava a impressão de que nunca tinham visto uma!

Às 21h as luzes se apagam para começar o show. Se você comeu, comeu, se não comeu e quer continuar comendo, vai ser no escuro. O que importa agora é o show.

E que porcaria de show. Eles apresentam alguma coisa da tríplice fronteira: música paraguaia (guarânia e galopera), música argentina (tango e milonga) e música peruana e boliviana (na verdade, música andina). Por fim, apresentam o que é vendido do Brasil: xaxado, maxixe, capoeira, axé, samba, malandragem carioca e mulher pelada. Não apresentam nada da cultura do RS, que é tão bela.

Ah, durante o show, os garçons trazem para a mesa um coquetel de frutas não alcoólico sem que você peça. Dizem que é para o brinde final do show. Adivinhem... ele aparece na conta depois para você pagar... E não adianta reclamar...

E mais: pagamos R$ 7,50 uma cerveja long neck... É ou não é um assalto???

A comida é razoável e a sobremesa até vale a pena investir, em que pese você ter de saboreá-la no escuro. Mas nada que justifique esse preço absurdo.

E você tem que pagar a sua conta antes de o show terminar, porque quando as luzes finalmente se acendem o seu motorista já o está esperando para levá-lo de volta ao hotel.

Resumo da ópera: se você gosta de restaurante tipo para-turista-ver, é o local ideal; mas se não gosta de cilada, fuja dele.






Hotel em Foz do Iguaçu: quase um assalto!


Eu sei que cidade turística é normalmente cara. Sei também que viajar no Brasil não é tarefa das mais baratas. Mas me assustei com os preços cobrados em Foz do Iguaçu.

Mais ou menos assim: pensou, respirou, falou, pagou. A começar pelo hotel. Pesquisando na internet, encontrei um hotel chamado Falls Galli Hotel e em seu saite vi que havia promoção para o feriado de Corpus Christi, por um preço interessante.

Trocados os devidos emails, confirmei a reserva mediante o depósito de uma diária. No saite, a informação era de que havia internet wifi grátis. Beleza, sempre me hospedo, ou procuro me hospedar, em hoteis com esta conveniência, até para poder manter contato com a família e enviar fotos do passeio, ou para simplesmente checar email e redes sociais.

Para nossa surpresa, quando chegamos lá, a internet era cobrada. E cara, muito cara: R$ 13,00 por 24h. Tentei argumentar e tal, mas não teve jeito. E o pior: a antena do wireless era na frente da porta do meu quarto...

E por falar em quarto... Uma das críticas constantes ao hotel, em saites como o Booking.com e o Trip Advisor, era o barulho, especialmente nos quartos da frente. Confirmado. O nosso quarto, apesar de ser de um bom tamanho, com duas camas de casal, tudo muito limpo e cheirosa, era de frente. 

O hotel fica num dos principais acesso à cidade, logo se trata de uma via movimentada. Mas isso não foi o pior. O pior foi que no dia seguinte, às 6h30min, um ônibus ligou o seu motor na frente da porta do hotel para que ficasse aquecido até os passageiros nele chegarem para o passeio ou sei lá o que iam fazer. Resultado: a gente se acordou com aquele barulho chato de um motor de ônibus ligado. O Jaime desceu, reclamou e o motor foi desligado. Mas alguns minutos mais tarde, voltou a ser ligado. Ninguém mais dormiu.

Ainda, outro absurdo: nós somos gaúchos e gaúcho que se preza não viaja sem seu chimarrão. Por um lapso, eu não levei o aquecedor elétrico (popular rabo quente). Tínhamos que pegar água quente no restaurante. Sabe quanto nos cobraram cada térmica de água quente?! A fortuna de R$ 3,50!!!!! No RS não se cobra água quente!

O ar condicionado do quarto dos nossos amigos não funcionou nas duas primeiras noites, as mais geladas (segundo eles, fazia muitos anos que a temperatura não despencava daquele jeito). E cobertores extras só foram providenciados na segunda noite. Ao final, esquentou o tempo e não se fez mais necessário o uso do aparelho.

Para terminar, quando fomos fazer o check out, outro assalto: na fatura veio cobrado, além do valor anteriormente ajustado, 3% referente a INSS, que é obrigação do hotel em recolher e não do hóspede em pagar, bem como 10% referente à taxa de ocupação do quarto!!!!! Sim!!!! Sabe os 10% do garçom? A mesma coisa!!!! Nós reclamamos e tais valores foram descontados, muito a contragosto dos atendentes, mas foram descontados. 

Na hora da saída, havia só 2 maleteiros para baixar as bagagens. E todo o hotel resolveu desocupar no mesmo horário. Resultado: ficamos esperando uns 40min até as malas descerem do quarto. Ora, o hotel podia ter se programado, já que estava com boa lotação e domingo era final de feriado.

Mas nem só de críticas negativas fica o hotel. No pacote que contratamos, estava incluído o café da manhã e jantar, o que sempre esteve muito bom. Como nos programamos para jantar em um restaurante no sábado, pedi a eles que nos adiantasse o jantar do sábado para quarta-feira, dia da nossa chegada. E isso foi feito sem problemas. Ponto para o hotel.

E resumo: o hotel tem uma estrutura interessante, mas o atendimento deixa a desejar, além do que tivemos esses percalços. Se você optar por ele, saiba disso tudo e vá pronto para negociar.

E não só o hotel é caro lá. Os restaurantes também o são. Mas isso já é assunto para outros posts...