quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vista aérea das Cataratas do Iguaçu - Foz do Iguaçu/PR




Eu já tinha ido outras duas vezes às Cataratas do Iguaçu, sempre por terra. Quando a estrutura era muito precária. Quando se estacionava o carro lá perto da Garganta do Diabo. Quando não havia uma trilha organizada como tem hoje. Mas nunca tinha feito o sobrevoo de helicóptero. Aliás, nem sei se tinha das outras vezes em que lá estive.

Esse tipo de passeio é caro. Mas vale cada centavo investido, porque é uma experiência única. Ainda mais para mim, que morro de medo de altura, embora eu lute contra ele sempre, principalmente em viagem. Não deixo de fazer o que quero em razão dele. Posso não fazer determinado passeio porque não quero, mas não porque o medo me vença. Prova disso foram os teleféricos em Bariloche, mas isso é assunto para outro post.

Decidido que iríamos a Foz, bati o martelo: desta vez vou fazer o panorâmico. Fiz. E valeu muito! Pagamos R$ 205,00 por pessoa por 10 minutos de voo. Mas são dez minutos inesquecíveis, porque a visão que se tem das quedas é estupenda.

A empresa, a Helisul, nós a contratamos ali na hora, no restaurante ao lado da pista de decolagem do helicóptero, que fica ao lado do Centro de Atendimento ao Turista das Cataratas. Como era cedo da manhã (em torno de 10h), não pegamos fila, apesar do dia lindo (e frio!!!) que fazia.

Não há mais descrições a serem feitas. Deixo-lhes as fotos. Mas não  é à toa que este lugar foi contemplado como uma das novas 7 Maravilhas do Mundo.










De tirar o fôlego, não? Não perca mais essa dica!



segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Encantada, a casa de Santos Dumont - Petrópolis/RJ





Em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, está localizada a Casa de Santos Dumont. Trata-se de uma pitoresca residência no alto de um morro, na Rua do Encanto, próximo à Universidade Católica de Petrópolis. Naquela época, ali funcionava o Palace Hotel, que fornecia as refeições para Santos Dumont, pois a casa é desprovida de cozinha.




Chama a atenção a escada de acesso, recortada em forma de raquete, que obriga o visitante a começar sempre com o pé direito. Seria Santos Dumont supersticioso?? Dentro da casa há outra escada igual, só que o primeiro degrau deve ser pisado com o pé esquerdo...




Em seu interior funciona um museu que abriga obras e pertences do morador ilustre. Há uma réplica do 14 Bis, o primeiro avião que criou, bem como o seu típico chapeu e sua mala usada em viagens,  com suas iniciais gravadas.








Observa-se que a casa não possui divisórias, à exceção do banheiro, que tinha um chuveiro quente, o único no Brasil para a época, aquecido à álcool.

Na parte de baixo, o escritório e a sala de refeições. No segundo piso, o quarto e o banheiro. E do lado de fora, no telhado, um observatório para que ele pudesse observar as estrelas. Tudo pequenino, já que era um homem de baixa estatura.

Santos Dumont foi um gênio, efetivamente.







Confeitaria Colombo - Rio de Janeiro/RJ






Lugar supertradicional no centro histórico do Rio de Janeiro, a Confeitaria Colombo permanece recebendo muitos visitantes. A arquitetura é linda, charmosa, e remete a uma época de glamour.





Os doces são lindo de olhar. E devem ser provados, sim! O bolinho de bacalhau é divino! Entretanto, o que deixou a desejar - e essa impressão já foi dividida com outros viajantes - foi o atendimento.

Se quiséssemos, poderíamos ter saído sem pagar a conta tamanha a desorganização do pessoal. Mas como não somos disso, esperamos até aparecer alguém apto a receber nosso pagamento.




Mesmo assim, indicamos a visita por ser um local tradicionalíssimo em se falando de Rio de Janeiro. Muitas decisões importantes foram tomadas ali naqueles salões. Talvez muitas delas definiram o rumo do nosso país.




Se você pedir um cafezinho no balcão, não pode sentar, tem que tomar em pé mesmo. Se sentar, não pode tomar o cafezinho, tem que pedir algo diretamente do cardápio. Caso contrário, está formada a confusão. Mas enfim, a visita é obrigatória neste local.



Maiores informações você encontra aqui.



Ah, vale lembrar que no Forte de Copacabana existe outra Confeitaria Colombo. Não tão bonita quanto a do centro, mas com a mesma qualidade.









Pão de Açúcar - Rio de Janeiro/RS



Conhece essa paisagem? Impossível não conhecê-la, não é mesmo?
Pois é, estamos falando do Pão de Açúcar (Sugar Loaf), que fica na  Cidade Maravilhosa. Esta vista, especialmente, é do último andar do Botafogo Praia Shopping, onde fica o Botequim Informal.





Segundo o saite www.bondinho.com.br, existem várias versões para a origem do nome.

 Segundo o historiador Vieira Fazenda, foram os portugueses que deram esse nome, pois durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (século XVI e XVII), após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica para transportá-lo para a Europa, que era denominada pão de açúcar. A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome.
O penedo teve ao correr do tempo, cronologicamente, os seguintes nomes:
“Pau-nh-açuquã” da língua Tupi, dado pelos Tamoios, os primitivos habitantes da Baía de Guanabara, significando “morro alto, isolado e pontudo”; “Pot de beurre” dado pelos franceses invasores da primeira leva; “Pão de Sucar” dado pelos primeiros colonizadores portugueses; “Pot de Sucre” dado pelos franceses invasores da segunda leva. Ortograficamente, segundo a anterior ortografia da Língua Portuguesa, “Pão de Assucar”, era com ss.
O nome Pão de Açúcar generalizou-se, a partir da segunda metade do século XIX, quando o Rio de Janeiro recebeu as missões artísticas do desenhista e pintor alemão Johann Moritz Rugendas e do artista gráfico francês Jean Baptiste Debret que, em magníficos desenhos e gravuras, exaltaram a beleza do Pão de Açúcar.






São dois bondinhos: o primeiro, parte da Praia Vermelha e sobe até o Morro da Urca, com esta bela vista.





O segundo, parte do Morro da Urca e vai até o Pão de Açúcar, propriamente dito. Ah, você tem medo de altura? Eu também! Mas, em primeiro lugar, quando se está viajando, há que se enfrentar os medos. Faz parte da vida e da experiência da viagem. Em segundo, pode subir tranquilo. O bondinho é muito seguro. E terceiro: se você não subir, você VAI se arrepender certo, porque a vista lá de cima é de tirar o fôlego.





Estas fotos foram tiradas na última vez que lá estive, em outubro de 2011. Apesar do sol, estava muito frio, com um vento muito gelado. E as nuvens volta e meia cobriam um dos morros, volta e meia o outro, ou ambos, ou nenhum... Lindo de ver.




O final de tarde se parou assim. Lindo. Sobre as nuvens, o Cristo Redentor abençoando a Cidade Maravilhosa. Sim, porque o Rio de Janeiro continua lindo!




E Copacabana é o local perfeito para se ficar. Há muitos hoteis legais, bares e restaurantes. Além do que tudo acontece ali. Mas a minha dica, se você for em um grupo, ainda que pequeno, é alugar um apartamento. Sai bem mais em conta do que um hotel e você ainda tem mais liberdade. Estávamos entre 6 pessoas e gastamos menos da metade do que gastaríamos se estivéssemos em um hotel. Foi ótimo. Ah, e fiz tudo pela internet.


Guanabara Mitológica, de Remo Bernucci



Praia do Flamengo, com o Aeroporto Santos Dumont à direita


Enseada do Botafogo com Aterro do Flamengo
 Sabe lugar lindo? É este.



domingo, 22 de julho de 2012

Filmes que inspiram a viajar: Meia-noite em Paris



Impossível não querer pegar o primeiro avião para Paris depois de assistir esse maravilhoso filme de Woody Allen! Quem me conhece sabe que não sou nada entendida de cinema e nem os nomes dos artistas e diretores eu sei. Mas entendo de emoção e de fotografia. E conheço Paris.

Nas cenas, revivi diversos lugares que visitei quando lá estive, há dois anos atrás. Sim, já faz mais de dois anos da realização deste sonho. E não vejo a hora de lá retornar para viver um pouco mais essa cidade.

O filme mostra diversos lugares conhecidos de Paris. Do tipo cartão-postal. Mas caminhar por suas charmosas ruas, tomar algo em seus cafés, comer as suas baguetes e seus crepes e falar e ouvir francês não tem preço.

Não tem jeito: Amo Paris!!!!





Au revoir, mon amour!








domingo, 8 de julho de 2012

Paraguay: uma loucura!!!!



Se você vai a Foz do Iguaçu, você certamente atravessará a Ponte da Amizade. Errei? Não, né?

A minha grande dica: contrate o transfer no seu hotel, porque o trânsito é muito complicado, tanto na entrada como na saída daquele País. As lojas abrem muito cedo e cedo estão fechadas. 

Fomos com uma van que nos deixou no Shopping Del Este, que fica  no lado esquerdo, logo depois da Ponte. E ali nos pega para voltarmos ao Brasil. São mais ou menos 5h para as compras, tempo mais que suficiente para fazê-las, ainda mais quando se vai com crianças, o meu caso.

A diversidade de lojas é infinita. Entretanto, tem as que vendem coisas falsificadas e as que não vendem. Tem que saber e o motorista da van é uma boa fonte de informação.

Confesso que apesar da bagunça que está hoje, já foi bem pior. Esta foi a terceira vez que pisei em terras paraguaias. E pretendo voltar,  mas sozinha, porque os preços são realmente bons.

Mas não se esqueça da cota: US$300,00 por pessoa. Acima deste valor você tem que declarar e pagar 50% sobre o excedente. Sei, também, que no aeroporto de Foz do Iguaçu a fiscalização é bem rígida. Na ponte, nem tanto. É por amostragem.


E tem produtos que são terminantemente proibidos. Informe-se antes no saite da Receita Federal para não ter problemas.

Boa viagem e boas compras!




Rafain Churrascaria: mais uma vez minha tese se confirma



Por sugestão de amigos, fomos jantar no Rafain Churrascaria Show. Não sou adepta de restaurantes tipicamente turísticos (já escrevi sobre os Cena Tango Show de Buenos Aires aqui), porque tudo tem é feito para 'inglês ver', não retratando a realidade. Mais uma vez minha teoria se confirmou.

O Rafain é uma churrascaria caríssima. Foram R$ 90,00 por pessoa, com transfer desde o hotel, o que optamos fazer para podermos tomar um vinho ou uma cerveja sem ter que dirigir depois.

Bem, o motorista te pega no hotel pouco antes das 20h e te larga num brete, digo, num baita restaurante (acho que cabem mais de mil pessoas!), cuja mesa já está previamente reservada. A primeira coisa a fazer, após localizar a mesa no meio de tantas outras, é ir se servir no buffet, que é grande e contempla vários pratos, inclusive sashimi.

Aí, você vai para a fila da carne. É churrascaria, mas não é espeto corrido, que é quando o garçom vem com o espeto até a tua mesa e tu te serves, que é bem comum no Rio Grande do Sul. Vi uns japas com cada pratinho alto de carne... Dava a impressão de que nunca tinham visto uma!

Às 21h as luzes se apagam para começar o show. Se você comeu, comeu, se não comeu e quer continuar comendo, vai ser no escuro. O que importa agora é o show.

E que porcaria de show. Eles apresentam alguma coisa da tríplice fronteira: música paraguaia (guarânia e galopera), música argentina (tango e milonga) e música peruana e boliviana (na verdade, música andina). Por fim, apresentam o que é vendido do Brasil: xaxado, maxixe, capoeira, axé, samba, malandragem carioca e mulher pelada. Não apresentam nada da cultura do RS, que é tão bela.

Ah, durante o show, os garçons trazem para a mesa um coquetel de frutas não alcoólico sem que você peça. Dizem que é para o brinde final do show. Adivinhem... ele aparece na conta depois para você pagar... E não adianta reclamar...

E mais: pagamos R$ 7,50 uma cerveja long neck... É ou não é um assalto???

A comida é razoável e a sobremesa até vale a pena investir, em que pese você ter de saboreá-la no escuro. Mas nada que justifique esse preço absurdo.

E você tem que pagar a sua conta antes de o show terminar, porque quando as luzes finalmente se acendem o seu motorista já o está esperando para levá-lo de volta ao hotel.

Resumo da ópera: se você gosta de restaurante tipo para-turista-ver, é o local ideal; mas se não gosta de cilada, fuja dele.