domingo, 8 de julho de 2012

Hotel em Foz do Iguaçu: quase um assalto!


Eu sei que cidade turística é normalmente cara. Sei também que viajar no Brasil não é tarefa das mais baratas. Mas me assustei com os preços cobrados em Foz do Iguaçu.

Mais ou menos assim: pensou, respirou, falou, pagou. A começar pelo hotel. Pesquisando na internet, encontrei um hotel chamado Falls Galli Hotel e em seu saite vi que havia promoção para o feriado de Corpus Christi, por um preço interessante.

Trocados os devidos emails, confirmei a reserva mediante o depósito de uma diária. No saite, a informação era de que havia internet wifi grátis. Beleza, sempre me hospedo, ou procuro me hospedar, em hoteis com esta conveniência, até para poder manter contato com a família e enviar fotos do passeio, ou para simplesmente checar email e redes sociais.

Para nossa surpresa, quando chegamos lá, a internet era cobrada. E cara, muito cara: R$ 13,00 por 24h. Tentei argumentar e tal, mas não teve jeito. E o pior: a antena do wireless era na frente da porta do meu quarto...

E por falar em quarto... Uma das críticas constantes ao hotel, em saites como o Booking.com e o Trip Advisor, era o barulho, especialmente nos quartos da frente. Confirmado. O nosso quarto, apesar de ser de um bom tamanho, com duas camas de casal, tudo muito limpo e cheirosa, era de frente. 

O hotel fica num dos principais acesso à cidade, logo se trata de uma via movimentada. Mas isso não foi o pior. O pior foi que no dia seguinte, às 6h30min, um ônibus ligou o seu motor na frente da porta do hotel para que ficasse aquecido até os passageiros nele chegarem para o passeio ou sei lá o que iam fazer. Resultado: a gente se acordou com aquele barulho chato de um motor de ônibus ligado. O Jaime desceu, reclamou e o motor foi desligado. Mas alguns minutos mais tarde, voltou a ser ligado. Ninguém mais dormiu.

Ainda, outro absurdo: nós somos gaúchos e gaúcho que se preza não viaja sem seu chimarrão. Por um lapso, eu não levei o aquecedor elétrico (popular rabo quente). Tínhamos que pegar água quente no restaurante. Sabe quanto nos cobraram cada térmica de água quente?! A fortuna de R$ 3,50!!!!! No RS não se cobra água quente!

O ar condicionado do quarto dos nossos amigos não funcionou nas duas primeiras noites, as mais geladas (segundo eles, fazia muitos anos que a temperatura não despencava daquele jeito). E cobertores extras só foram providenciados na segunda noite. Ao final, esquentou o tempo e não se fez mais necessário o uso do aparelho.

Para terminar, quando fomos fazer o check out, outro assalto: na fatura veio cobrado, além do valor anteriormente ajustado, 3% referente a INSS, que é obrigação do hotel em recolher e não do hóspede em pagar, bem como 10% referente à taxa de ocupação do quarto!!!!! Sim!!!! Sabe os 10% do garçom? A mesma coisa!!!! Nós reclamamos e tais valores foram descontados, muito a contragosto dos atendentes, mas foram descontados. 

Na hora da saída, havia só 2 maleteiros para baixar as bagagens. E todo o hotel resolveu desocupar no mesmo horário. Resultado: ficamos esperando uns 40min até as malas descerem do quarto. Ora, o hotel podia ter se programado, já que estava com boa lotação e domingo era final de feriado.

Mas nem só de críticas negativas fica o hotel. No pacote que contratamos, estava incluído o café da manhã e jantar, o que sempre esteve muito bom. Como nos programamos para jantar em um restaurante no sábado, pedi a eles que nos adiantasse o jantar do sábado para quarta-feira, dia da nossa chegada. E isso foi feito sem problemas. Ponto para o hotel.

E resumo: o hotel tem uma estrutura interessante, mas o atendimento deixa a desejar, além do que tivemos esses percalços. Se você optar por ele, saiba disso tudo e vá pronto para negociar.

E não só o hotel é caro lá. Os restaurantes também o são. Mas isso já é assunto para outros posts...





Puerto Madero - Buenos Aires



Puerto Madero é um bairro moderno e um importante centro financeiro e gastronômico de Buenos Aires. É um lugar que concentra diversos restaurantes, escritórios, cafés, academias, etc., e é digno de uma boa caminhada ao sol, ainda mais depois de um belo almoço, ou um jantar especial.

Certo é: ir a Buenos Aires e não ir a Puerto Madero é quase como ir a Roma e não ver o Papa. É parada obrigatória, seja para passear, seja para uma refeição em um dos seus diversos restaurantes.



É possível se visitar esse Museu, que fica num barco, visitar a Puente de La Mujer, jogar num casino que fica por ali ou simplesmente caminhar por sua costa, completamente reurbanizada.

Por que será que em Porto Alegre não se faz o mesmo?  Aí está o m² mais caro de Buenos Aires.


Um detalhe importante: para retornar ao seu hotel desde Puerto Madero, peça ao restaurante que chame um táxi pelo rádio-táxi. Não pegue qualquer um na rua, porque ali se concentram alguns taxistas picaretas, que te dão troco - mesmo em notas pequenas - com notas falsas.

Aliás, esta dica serve para toda Buenos Aires: os táxis - são todos preto e amarelo - que possuem um luminoso em cima são credenciados em rádio-táxis e, portanto, mais seguros. Os que não tem o luminoso superior não são confiáveis.

Outro detalhe interessante: os táxis tem um luminoso no vidro da frente que informa se está livre ou não. Assim fica fácil saber.





Seguro-saúde




Uma das minhas regras para viajar é nunca sair de casa sem ter um seguro-saúde. Se a viagem é dentro do Brasil, tudo bem, porque tenho um plano nacional. E no exterior? E o Jaime que não tem um plano cuja cobertura é nacional?

Costumo dizer que um seguro-saúde não inviabiliza uma viagem e é uma segurança. Caso você precise de médico, hospital, traslados, etc., você tem. Basta acionar a central do plano no país em que você estiver.

Até a minha ida a Buenos Aires nunca tinha precisado usá-lo. Mas desta vez, precisei. Eu até já sabia da sua eficiência, mas nunca tinha testado eu mesma.

Então, estava eu em Buenos Aires, por 5 dias, apenas, levando a Valen para conhecer a capital portenha. Adivinhem... uma virose se abateu sobre mim. Náuseas, dor abdominal e diarreia...

Juro que até pensei em juntar tudo e pegar o avião de volta para o Brasil e vir para o recanto do meu lar. Mas ao mesmo tempo resolvi usar o meu seguro. E liguei para a central por volta das 7h da manhã.

Fui gentilmente atendida (se quisesse, teria atendimento em português, o que declinei, vez que falo fluentemente o castelhano) e em 2h e pouco (o prazo era de 2 a 3 h) estava uma médica no meu hotel para me consultar. Eu podia escolher: ir a uma clínica ou esperar o médico no hotel, optei pela segunda, pois a situação não era de emergência.

Ela me examinou, diagnosticou uma virose e prescreveu meu tratamento: soro, água e no foods. Caso eu quisesse comer algo, só podia comer determinados alimentos. Tudo para que eu pudesse terminar bem minha estadia portenha. 

E assim foi. Mas deixei por lá uns quantos quilos que foram comigo... esse é o lado bom da história... hehehe.

Já fiz outros seguros-saúde, mas desta vez - e das últimas vezes que viajei - fiz o Assist-Card. E tudo foi perfeito. Recomendo.






Teatro Colón - Buenos Aires


O Teatro Colón é um espetáculo a parte em Buenos Aires. Construído em 1857, funcionou até 1908, quando as atuais instalações foram inauguradas, nas proximidades da Plaza de Mayo.  Após mais de 20 anos em obras, e com diversos arquitetos comandando as obras, foi inaugurado com a Ópera Aida, de Giuseppe Verdi.

Depois de um período fechado para reformas, o Teatro foi finalmente reaberto em 2010.

A sala principal é em formato de ferradura e acomoda cerca de 3500 pessoas ao todo. Em se tratando de acústica, é o terceiro melhor do mundo, perdendo para a Ópera de Viena e para a Opera de Paris, somente.

Possui, em seu hall, vitrais importados da Europa. E na abóbada superior da sala principal há uma cúpula pintada por Raúl Soldi. Interessante que sobre a cúpula existem lugares para alguns cantores, dando a impressão, para quem está assistindo, que o canto provém do céu.

No segundo andar, há uma sala inspirada no Salão dos Espelhos, do Palácio de Versailles. Ali acontecem pequenos concertos. Dizem que nos áureos anos de Buenos Aires era nesse salão que tudo acontecia. E as pessoas que o frequentavam tinham que saber que aquelas poltronas era estilo Luis XV e que eram originárias de Paris. Caso contrário, o seu interlocutor, notando a ignorância, afastava-se para conversar com pessoas mais cultas. Nessa mesma época, os empresários mandavam os filhos para estudar em Paris. Mas na verdade eles iam para aprender os modos dos parisienses para depois imitá-los em Buenos Aires.

Além de espetáculos pagos, há concertos com entrada livre, também. Infelizmente não tivemos sorte, pois não conseguimos mais ingressos para essa apresentação.

O Teatro, que se localiza entre as ruas Cerrito, Viamonte, Tucumán e Libertad, bem no Centro de Buenos Aires, perto do Obelisco, pode ser visitado. As visitas guiadas saem de 15 em 15 minutos e há, inclusive, em inglês e português em alguns horários específicos. Saiba mais aqui. Os preços estão atualizados (julho 2012).

Antigamente, na visitação estavam incluídas as oficinas, porque tudo o que é preciso para um espetáculo é produzido no próprio Teatro. Existe a oficina dos cenários, da produção de roupas, de sapatos, etc. Entretanto, atualmente, esta visita não está permitida, porque as oficinas estão em reformas. Acredita-se que para 2013 reiniciará o programa de visitas aos talleres. Inclusive, segundo nos informaram, serão duas visitas diferentes: uma a do Teatro, outra a dos talleres

Como eu conheci o Teatro há muitos anos, posso dizer que vale a pena visitar ambos. São 3 andares de subsolo só de oficinas. E eles avançam sob a Calle Cerrito, chegando inclusive na 09 de Julio. Mas isso somente será possível no próximo ano. Se o calendário das obras for cumprido.








domingo, 1 de julho de 2012

Casa da Barbie - Buenos Aires


Desde que decidimos ir a Buenos Aires, a Barbie Store era um destino certo, já que a Valen é apaixonada pela boneca e tem uma coleção delas. Sua ânsia era a de chegar lá.

Pois bem, a loja fica em Palermo, na Scalabrini Ortiz, 3170, e é rosa, claro. Dentro, tem cheirinho de chicletes e tem tudo o que se refere à boneca: bonecas, jogos, roupas, acessórios, etc. Inclusive, tem uma coleção de Barbies especiais.

Tem um salão de beleza, em que as crianças podem fazer desde penteados e maquiagens até unhas e pintura artística. Tem uma confeitaria, onde os cupcakes são cor-de-rosa e tem até moedas de chocolate com o B impresso.

Infelizmente não conseguimos visitar a Casa da Barbie porque estava acontecendo uma festa de aniversário.

Mas a Valen, depois de muita negociação, fez um penteado de princesa, comeu cupcake e ganhou um estojo de maquiagem.

O lugar é muito legal, mas é caro. Negocie muito bem antes de entrar lá dentro. Porque é de enlouquecer os grandes e os pequenos visitantes.













Tour de compras - Buenos Aires


Verificamos que tínhamos um Tour de compras grátis em Buenos Aires. Ligamos para saber como funcionava e, na última hora, resolvemos aceitar a proposta. 

Não somos aficionados por compras, mas tínhamos pensado em fazer algumas em Buenos Aires na ideia de aproveitarmos os preços locais, especialmente em produtos de couro.

O tour consiste em uma pessoa te pegar no hotel e te levar para, basicamente, três lugares: uma fábrica de produtos de couro (compramos casaco, bolsa, cintos, etc.), para uma fábrica de cashmere (os preços estavam bons) e para um outlet multimarcas.

Claro que ao chegar nos lugares, essa pessoa te apresenta um(a) vendedor(a) e depois ela recebe uma percentagem do valor vendido. Ao final, retorna ao hotel e tudo termina num hasta luego.

Em se pensando em Rio Grande do Sul, os produtos em couro não são lá tão mais baratos que aqui, mas desta vez achei que valeu a pena. Um casaco masculino custou R$ 300,00 e uma bolsa feminina R$ 250,00. Claro que tem coisas mais em conta e outras muito mais caras. Depende de ti procurar e achar aquilo que satisfaça o binômio necessidade+possibilidade.

Já as blusas de cashmere estavam com preços promocionais. Comprando-se duas básicas, o preço individual caía para menos de R$ 90,00.

Por fim, no outlet, não compramos nada. Achei tudo muito caro, embora a cotação do real estivesse muito favorável (R$ 2,50). Mas eu não sou a pessoa mais indicada para isso, porque não sou fixada em marcas e realmente olho o custo-benefício. Pagar uma calça jeans da Diesel, ou de outra marca qualquer, R$ 350,00 acho um absurdo. Um blusão masculino da Lacoste saía por quase R$ 400,00, só porque tem um jacaré...

Ouvi por lá de uns cariocas que os preços do outlet estavam muito bom. Mas eu deixei passar. Não faço questão nenhuma de ter um moletom da GAP ou uma calça da Diesel... Pelo menos não a esse preço.




Temaikén - Buenos Aires


Já tínhamos ouvido falar de Temaikén em uma das nossas outras estadas em Buenos Aires, mas sempre deixávamos para depois. E o depois chegou quando decidimos levar a nossa pequena para descobrir as terras portenhas.

Este passeio foi o único que compramos aqui do Brasil em razão de que tínhamos decidido que não alugaríamos carro por lá. E o Bioparque fica na Grande Buenos Aires, mais precisamente em Escobar, cerca de uma hora de ônibus, por isso adotamos essa facilidade.

Descemos na frente da entrada principal do parque e lá tinha um guia com os nossos ingressos. Pegamos o mapa, passamos as catracas e a big aventura começou.

O roteiro completo demora 5 horas e sempre se deve tomar o caminho da direita para se ter a certeza de que todos os animais serão vistos. E não são poucos.

Passamos por suricatos, lêmures, aves, felinos, insetos, peixes, etc., não necessariamente nessa ordem. O local é amplo - cerca de 38 hectares - e está bem organizado no quesito toaletes e lanchonetes (são inúmeros quiosques espalhados pelo parque). Claro que não se pode entrar no parque com água ou alimentos, embora eles não revisem as mochilas (como eu estava com problemas intestinais, entrei com as minhas frutas para garantir o dia que teríamos pela frente, e tudo ficou tranquilo).

Há um cine 360°, cujo ingresso é pago à parte. A gente optou por não entrar, pois fizemos ali a pausa para o almoço, enquanto a Valen se divertia no parquinho que tem em frente. Não são muitas as opções para comer: chivitos, pizza e empanadas (combo com 3 mais refrigerante), além de bolachinhas e salgadinhos. E os preços não são nada agradáveis. Mas, fazer o quê? Quem está na chuva...

Já preocupados com o horário, começamos a voltar na direção do portão principal. Por termos fácil acesso a fazendas, deixamos de lado a 'La Chacra', onde os pequenos podem interagir com os animais de uma fazenda. De resto, olhamos tudo. Em determinados locais, você entra no ambiente em que estão os animais. Por exemplo, nas aves, tem um viveiro com caturritas, papagaios e araras. Você entra ali e 'interage' com elas. Não raras vezes, as araras fazem rasantes na sua cabeça, devidamente acompanhado de um taramelado estridente.

Na saída, pegamos a nossa foto, compramos um jogo de tabuleiro para a Valen - Recorriendo Temaikén - que é muito legal e a gente se diverte até hoje percorrendo o parque com a ajuda de pinos coloridos e um dado. Sem sombra de dúvidas, restaram muitas lembranças deste passeio. E o jogo rende boas risadas, porque quando a gente acha que está indo superbem, já do meio para o fim da trilha, tem um jacaré sem-vergonha que te manda para o início, para tirar fotos com os pelicanos australianos...

Pelicano Australiano

Suricato

Morcegos

Aquário

Tubarões

Gorgonia, coral e tubarões

Arara Azul

Pomba Azul

Bongo

Esta é só uma amostra dos animais que tem por lá. Não deixe de ir. É muito legal mesmo!