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domingo, 8 de janeiro de 2017

Puno II: Isla Taquille


Depois de Puno, seguimos pelo Lago Titicaca até a Isla Taquille. Descemos no Porto e subimos até o alto da ilha, numa praça para conhecer. Estávamos a quase 4000 metros acima do nível do mar. Desta vez, quem passou mal foi a minha irmã, com forte dor de cabeça e náusea. A pressão baixou e foi preciso um pouco de sal (que ela carregava junto) para melhorar.


Por lá aprendemos que quanto mais colorida a touca - dá para ver sob o chapéu uma pontinha - mas importante é a pessoa na organização social. A sociedade é baseada no trabalho coletivo e na moral inca  "Ama sua, ama llulla, ama quella" (não roubarás, no mentirás e não serás preguiçoso).


O almoço foi preparado por uma moradora da ilha. E que almoço! comemos no quintal de sua casa, com vista para o lago. De entrada, sopa de quinoa. O prato principal era peixe ou omelete, ambos com arroz e salada. E para finalizar, um chá digestivo. Preciso dizer que tudo estava maravilhoso? Não, né?


Na volta para o porto, minha cabeça começou a doer forte. Pedi ao guia remédio. Ele prontamente me deu um comprimido de cafiaspirina e logo passou. Tanto que de noite fui curtir o carnaval de Puno, como contei aqui.


Foi mais uma experiência marcante no Peru. Quero muito voltar!
 

domingo, 1 de janeiro de 2017

Puno I: Uros




 Logo cedo, após o café da manhã, fomos até o porto e de lá, de barco, seguimos para o povoado de Uros, sobre o Lago Titicaca. Uros são ilhas artificiais, construídas com a palha da totora, sobre o lago. Ao contrário do que se possa imaginar, essas ilhas são habitadas.


 

 Essas ilhas existem deste a época pré-colombina. Na época, os povos estavam em busca de mais segurança e se utilizaram da flutuabilidade da totora para construir as ilhas e as casas.



Por se tratar de uma fibra natural e em constante contato com a água, a manutenção é permanente, a fim de garantir a flutuabilidade. Quando chegamos à 'nossa' ilha, fomos recebidos pelo seu 'Presidente'. Ele se apresentou e explicou que cada ilha possui um presidente e um presidente geral.





 

As famílias que lá vivem, pescam, caçam e exploram o turismo como meio de sobrevivência. Também, produzem e vendem seu próprio artesanato. 



 Uma das formas de colaborar é comprar um passeio de barco de totora pelo Lago Titicaca. Dura cerca de 20min e durante o trajeto as crianças cantam para encantar os visitantes. Ouvi 'ai, se eu te pego', do Michel Teló em pleno Titicaca.

 






 Depois do passeio, visitamos a ilha, olhamos o artesanato e conhecemos a casa deles por dentro. Não tem luxo, embora tenha luz elétrica e até televisão.



A felicidade das crianças foi pintar as unhas. Alguém deu a elas um esmalte. Fizeram a festa.


Uma experiência inesquecível, pode ter certeza. E fica a questão: será que precisamos de tanto para viver? Os povos tradicionais atravessam séculos sem mudarem seus hábitos e estão aí até hoje...

Até mais!