terça-feira, 23 de abril de 2013

Bistecca alla fiorentina - o prato típico da Toscana







A Bistecca alla Fiorentina é um prato de carne típico da cozinha italiana muito tradicional na região da Toscana. Consiste em um corte do filé bovino, geralmente de um animal da raça Chianina da faixa de 10 a 15 meses de idade. Essa parte é bem espessa e contém osso. O nome desse filé provém da antiga tradição florentina de celebrar a festa de São Lourenço. A comemoração era patrocinada pela Família Médici no dia 10 de agosto de cada ano, quando a cidade ficava toda iluminada e carne bovina era servida em grande quantidade a toda a população. Viajantes ingleses que apreciavam a carne nessa festa, a pediam como “beaf-steak”, daí o nome italianizado para bistecca.


Modo de preparo:


A Bistecca alla Fiorentina é assada na grelha com brasas de carvão, que vão secando a carne durante a cocção. Cada lado do ‘’filé’’, em peças de 1 a 1,5 kg de 5 a 6 cm de espessura, é exposta às brasas durante 3 a 5 minutos. O cozimento final é feito com a carne na vertical, apoiada sobre o osso em T, por 5 a 7 minutos. É costume salpicar com um pouco de óleo de oliva (para proporcionar aroma), pimenta moída e ervas. Deve ser acompanhado com vinho chianti é servido com rodelas de limão e favas toscanas.

Nós a degustamos na Osteria Dall'Oste, em Florença. E aprovamos.





* as informações são da Wikipedia.








Gustapizza - Florença






 Considerada umas das cinco pizzarias imperdíveis de Florença pelo guia Lonely Planet, eu superrecomendo!

Gostamos tanto que fomos duas vezes. E, diferentemente das pizzarias aqui do RS, são apenas 7 sabores, a preços honestos. E é meio self service. Você pede no caixa, ganha um ticket, busca a pizza quando chamarem o seu número, pega a bebida na geladeira.


Caprese




Fica na Via Maggio, 46R, 50100 Florença, Itália. É bem fácil de achar. Veja mais aqui.




Duomo de Florença





A Basílica Santa Maria Dei Fiori é mais conhecida como o Duomo de Florença. Famosíssima por sua cúpula, construída por Brunelleschi, demonstra a riqueza e o poder da capital da Toscana nos séculos XVIII e XIX. Além disso, é um marco da arquitetura mundial, pois se trata de uma obra gótica e da primeira renascença italiana.

O revestimento externo com mármores brancos de Carrara, verdes de Prato, e vermelhos de Siena, de acordo com o projeto original de Arnolfo.



Os afrescos do interior da cúpula representam o juízo final e são de autoria de Giorgio Vasari e de Federico Zuccari.



É possível se subir na cúpula, mediante o pagamento de um ingresso (a visita ao interior da basílica é gratuita, a menos que se contrate uma visita guiada). São praticamente 500 degraus para se chegar até o topo. Confesso que não subi porque o tempo não estava muito bom, o que prejudicava a visibilidade. Ficou para outro dia. Ficou para a próxima ida a Florença.



Saludos!



Florença: um museu a céu aberto


Florença respira arte em todos os cantos. Florença encanta até o viajante mais desavisado. Florença apaixona quem caminha pelas suas ruas. Florença emociona com a história de Dante. Enfim, Florença é Florença. A capital da Toscana. E do Renascimento. E da arte. E...





Caminhar por suas ruas e vielas nos remete a um tempo em que a arte imperava. Naquele tempo não havia fotografia, mas a pintura e escultura. E a perfeição era o objetivo.




Ficamos cinco noites em Florença. No primeiro dia, como chegamos à tarde, saímos para um passeio de reconhecimento da região (ficamos em um hotel exatamente na frente da Estação Santa Maria Novella). Passamos pelo Duomo, pela Praça da República e jantamos no Café Gilli, um dos mais antigos e tradicionais da cidade.

Nos dois dias que se seguiram, caminhamos muito. No primeiro deles, andamos a esmo, passando por diversos pontos turísticos. Atravessamos a Ponte Vecchio e almoçamos no Gustapizza. Na volta, com o tempo chuvoso, visitamos a Galeria Uffizzi. No outro, pela manhã, visitamos o Davi na Academia e, depois, os meninos foram assistir a um jogo de futebol (Fiorentina x Parma). Eu a minha amiga saímos a caminhar de novo, mas desta vez tínhamos um destino: a Piazzale Michelangelo.




Antes, porém, visitamos o Museu Casa de Dante, que retrata a vida do escritor Dante Alighieri e sua Divina Comédia, um importante livro italiano, escrito no idioma moderno e não mais no arcaico. Perto dali, visitei a igreja onde está enterrada Beatriz Portinari, por quem ele era apaixonado.

Depois, seguimos até a Piazzalle, de onde o guia da Lonely Planet nos prometia uma visão esplendorosa da cidade. E não é que ele estava certo?

Para se chegar lá, além de uma subida íngreme, são muitos os degraus a serem vencidos. Mas valeu o sacrifício. Florença é ainda mais linda vista lá de cima, onde tem uma das 2 réplicas de Davi (a outra está na frente do Pallazzo della Signoria).


Enquanto os meninos foram para o jogo, este foi o trajeto que percorremos no domingo (aproximadamente 8km só de rua):


Apesar do cansaço, valeu cada passo!

Até mais.



domingo, 21 de abril de 2013

Florença: Ponte Vecchio


A Ponte Vecchio foi construída sobre o Rio Arno ainda na Roma Antiga. Originalmente, era de madeira. Foi destruída pela enchente de 1333 e reconstruída em 1345, com um projeto assinado por Taddeo Gaddi. Desde sempre alberga lojas e mercadores, que mostravam as mercadorias sobre bancas, sempre com a autorização do Bargello, a autoridade municipal de então. Esta situação é bem demonstrada no livro Eu, Monalisa, conforme este post aqui.

Diz-se que a palavra bancarrota teve ali origem. Quando um mercador não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. Essa prática era chamada bancorotto, conforme a Wikipedia.
Sobre a ponte, ourivesarias e joalherias mostram o que há de melhor nessa arte. Eu pedi de presente essa pulseira de gatinhos aí da foto, mas não ganhei... E olha que era bem baratinha... Custa apenas 21.000 €... Eu mereço, não mereço, caro leitor? O que você acha? Deixe seu comentário. Sim, a de trás é de cachorros da raça Dachshund... Mas o preço é o mesmo...  :P


Resultado: voltei para casa sem essa lindeza aí de cima...

Muitos casais prendem cadeados numa grade que tem no meio da ponte, ao redor da estátua de Benvenutto Cellini e jogam a chave no rio. Acreditam que desta forma permanecerão eternanente unidos.

Hasta la vista, Baby!




Volterra



Cidade de passado etrusco e de monumentos medievais (é também murada), Volterra voltou à tona com a saga Crepúsculo, pois aqui viveriam os vampiros Volturi. Não, eu não li a saga. Mas impossível não saber disso quando se começa a pesquisar sobre a cidade.


Duomo - Santa Maria Assunta
 
detalhes da arquitetura local

No século VIII a.C., os etruscos se espalharam pela região, fundando a cidade de Volterra. No século IV a.C., deram início à construção do muro que circunda a cidade, com cerca de 7 km de extensão. Em 283 a.C., os etruscos foram obrigados a reconhecer a supremacia romana. Em 260 a.C., Etruscam Lucomons passou a integrar a Confederação Italiana, mudando seu nome para Volterrae.

Ainda hoje é possível ser ver as ruínas do Teatro Romano, construído no século I a.C. Ao fundo, resquícios de uma terma romana, construída no século IV d.C.





Prego!








Uma casa para chamar de nossa. Por duas noites...


Queríamos conhecer a Toscana para confirmar que todas as imagens que a gente já tinha visto eram verdadeiras e não uma pintura perfeita. Para isso, nada melhor do que ir e ficar na região. Escolhemos San Gimignano como 'casa' e dali faríamos Panzano e Volterra, pois estaríamos de carro.


Alugamos o carro na Estação Termini, de Roma, e de lá saímos rumo à Toscana. As placas indicavam que o GPS estava certo.


Custamos um pouco a encontrar o lugar porque estava escuro já, embora o mapa do saite estivesse corretíssimo. Ah, aluguei essa casa no saite www.airbnb.com.br. Ela se situa a uns 2 km de San Gimignano. O acesso é asfaltado e o Seu Bruno um excelente anfitrião. O aluguel pelo saite funcionou muito bem. Quando chegamos, ele já estava a nossa espera. No início a comunicação foi meio complicada, porque ele só fala italiano e algumas palavras em inglês ou francês. Mas depois nos entendemos muito bem, ele em italiano e nós em português mesmo. Claro que tudo muito pausado.



A Capanna di Sovestro é um charme. Dois quartos e uma cozinha completa. Bom aquecimento e banho perfeito. Tem até secador de cabelos. Claro que chamamos a casa de 'nossa' por dois dias. E no café da manhã, servido num local ao lado da casa, tinha até bolo caseiro, recém saído do forno. Lembro até hoje da torta de maçã que veio no segundo dia... delícia! Tudo feito pela esposa do Seu Bruno. A gente efetivamente se sentiu em casa.

O Jaime resolveu cozinhar para nós. Fomos ao mercado que fica ali perto e fizemos as compras. Gastamos cerca de trinta euros para duas refeições (4 pessoas). Foi uma baita economia.

Mais informações sobre esta casa aqui.

E o que dizer de San Gimignano? Mais uma das tantas cidades medievais italianas, cercada de um muro enorme e com uma vista linda do vale.É Patrimônio Mundial pela UNESCO. Caminhar a esmo por suas ruas não tem preço. Infelizmente tínhamos horário para pegar o carro e não pudemos desbravar os museus e igrejas (inclusive uma dos templários) que ali existem. Para mim, ficou o gostinho de quero mais. Voltarei. E me hospedarei lá na Campanna di Sovestro!



Mais sobre a história de San Gimignano aqui.

Ah, só para constar: as paisagens são reais. Não são pinturas de um artista perfeito. Mas parecem...

See you!