terça-feira, 6 de agosto de 2013

Plaza de Armas e arredores



Depois de descansarmos da viagem e de um belo café da manhã, fizemos um chimarrão e saímos caminhando por Santiago. O dia estava lindo, um pouco frio, mas nada de mais.

Saímos na direção da Plaza de Armas, o marco zero da cidade. Ali, Pedro de Valdívia deu início à sua fundação. No caminho, passamos pelo antigo prédio do Congresso Nacional, que é muito lindo.



A Catedral de Santiago está dedicada à Asunción de la Santísima Virgem. Foi consagrada em 1775, pelo Bispo Manuel de Oday e possui características neoclássicas.

Nessa capela, dedicada ao Santíssimo Sacramento, rezou João Paulo II pela Paz e pela reconciliação do Chile, em 1987.




O teto também é ricamente decorado. Em seu interior, ainda, encontram-se dois santos chilenos: San Alberto Hurtado e Santa Teresa de los Andes.








Na Plaza de Armas o antigo e o moderno convivem serenamente. Entre a Catedral e o prédio dos Correios, vê-se uma construção moderna, espelhada, em que reflete o antigo.




A Praça, ainda, é local de diversas manifestações culturais. Pudemos assistir a uma apresentação de um grupo de danças, que bailava a Cueca, a dança tradicional do Chile.



Em outra parte, uma família se apresentava com estes instrumentos. Não preciso dizer que o gurizinho deu um show à parte, né? Adoro essas manifestações culturais populares.


Nós chegamos na Plaza de Armas caminhando, pois estávamos hospedados ali perto. Mas há uma estação de metrô bem aí, a Plaza de Armas.

Te veo!




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Projeto Chile 2013


Já conhecia o Chile, mas desde o ano passado tenho vontade de voltar lá para levar a minha viajante mirim para conhecer mais uma capital. A viagem não aconteceu porque apareceu uma superpromoção de passagens e acabamos desembarcando em Buenos Aires, como já contei aqui.

Neste ano, pensando em curtir um verão, uma praia, fugir do inverno, minha ideia inicial era Porto de Galinhas ou Cancún ou Punta Cana. Por outro lado, uma coceirinha bateu pela neve, Bariloche ou Santiago. Parti, então para os orçamentos. De cara, desisti de Bariloche, pois gastaríamos um valor absurdo para nós três por uma semana - lembrando sempre que agora estou refém do calendário escolar :((( . Ficaram as outras opções.

Conversando com um casal de amigos que tem um filho, também, com quem combinávamos uma viagem juntos há pelo menos 4 anos, percebemos que o nosso período de férias fechava e que podíamos viajar todos juntos. Estávamos quase indo para Porto de Galinhas quando resolvemos perguntar aos pequenos viajantes onde eles imaginavam se divertir mais: praia ou neve. E a resposta, por consequência, o destino, veio rápido: neve!  :)))

Então, Santiago venceu.  E por uma razão muito simples: não teríamos só atividades de neve. O nosso leque de opções era bem grande e interessante. Teríamos atividades para as crianças e para os grandes, também. :)))) Ponto para Santiago!

E assim nos organizamos:


Voos: Viajamos Aerolíneas Argentinas, como contei aqui, por duas razões muito simples: o tempo de voo, pois a conexão era em Buenos Aires e não em São Paulo (saíamos de Porto Alegre), e preço. Comprei as passagens pela Universo do Turismo, aqui de FW, pois assim prefiro (sim, sinto-me mais segura comprando as passagens por agência!).

Vôos: AEROLINEAS ARGENTINAS, AR 1229
De: PORTO ALEGRE, BRAZIL (POA) Parte: 15:30
Terminal de partida: TERMINAL 1
Para: BUENOS AIRES AEP, ARGENTINA (AEP) Chega: 17:15 

Vôos: AEROLINEAS ARGENTINAS, AR 1290
De: BUENOS AIRES AEP, ARGENTINA (AEP) Parte: 20:20
Para: SANTIAGO SCL, CHILE (SCL) Chega: 21:35 


Hospedagem: trocamos um hotel com café da manhã por um flat, alugado no saite www.airbnb.com.br. Claro que alugamos dois apartamentos, um em cada andar. Ficamos muito bem acomodados e bem localizados. Sem contar que o Iván, o anfitrião, foi muito prestativo em tudo o que precisamos. Comentei sobre ele na avaliação do apartamento. 

 

 

Com a diferença entre o preço que pagaríamos um hotel e que pagamos pelo flat, fizemos os três passeios que compramos. Ah, e bem próximo ao prédio encontramos minimercados com tudo o que precisávamos para um bom café da manhã. 



Transfer in/out: por indicação do blog Meus Destinos de Viagem, fiz contato com a Transvip para o transfer de chegada pelo saite, tudo muito tranquilo. O pagamento foi feito no desembarque. Decidimos assim porque chegaríamos tarde e com crianças, o que torna a logística um pouco diferente, já que primamos pela segurança. Pagamos $ 20.000 CLP a chegada e $23.000 CLP a saída (tinha começado a alta temporada por lá também e os preços inflacionaram - cerca de R$ 80,00 para todos). Mas mesmo assim valeu a pena, já que éramos em 6 pessoas. O veículo utilizado foi uma van, bem confortável.

Para marcar o transfer de volta tivemos alguns problemas, já que no balcão do aeroporto não era possível fazê-lo, somente por e-mail. Mandamos um e-mail na quarta-feira antes do retorno e nos insistiam que a reserva somente poderia ser feita com um número de telefone chileno (hã???). Depois de uma troca de mensagens, consegui o telefone da portaria do prédio e avisamos. A pessoa disse que não recebeu esta informação (hã???). Bem, o Jaime ligou para a empresa e a conversa, em português, não foi nada amistosa. Cancelou tudo. Isso era quinta-feira de tarde e o nosso voo era na sexta-feira bem cedinho.

Aí entrou o Iván. Mandei uma mensagem para ele e ele gentilmente conseguiu fazer a reserva para nós. No dia seguinte, antes das 6h da manhã, a van chegou para nos buscar. Retornamos ao aeroporto com conforto e tranquilidade.


Meio de transporte: basicamente, metrô e táxi. Geralmente pela manhã andávamos de metrô, por ser seguro, limpo e acessível, e quando o cansaço se incorporava, batíamos em debandada de táxi, cuja frota é grande. Os táxis são pretos com a capota amarela, parecidos com os de Buenos Aires e tem taxímetro.

Aqui vale um episódio: na saída do MIM, negociamos um táxi para o Costanera Center. Na hora de embarcarmos, o motorista disse que não ia nos levar até lá e mandou nós procurarmos outro veículo. Mas não tivemos problemas, porque o carro que estava atrás nos levou sãos e salvos. Vai entender... 



AlimentaçãoSantiago é recheada de bons restaurantes. Repeti o Como Água para Chocolate, que amo e que já indiquei aqui, e conheci o famoso (e turístico!) Donde Augusto, que terá um post próprio.  Além deles, fizemos algumas refeições 'em casa', outras no shopping (Costanera Center e Patio Bellavista) e um pique-nique, muito legal, que vou contar em separado. Ah, e haverá algumas indicações gastronômicas, também. Vamos com calma.

Compras: Não viajamos com este intuito, mas tinha algumas peças para comprar lá, especialmente um par de botas impermeáveis para a Valen, um casaco para ela e outro para mim. Santiago estava em liquidação e pegamos bons preços. Compramos tudo no Costanera Center.

Passeios: além daqueles que fizemos por conta, com dicas muito legais da Adriana Pasello, do blogue www.diariodeviagem.com, e da Cínthia, do www.chileparacriancas.blogspot.com.br, contratamos a Touristour para o Valle Nevado e a Skitour para Isla Negra e vinhedos e Portillo, todos passeios privados. E todos maravilhosos, como contarei em momento apropriado. 

Dinheiro: A gente optou por comprar pesos chilenos em Porto Alegre (R$1,00 = 200,00 CLP). Levamos, ainda, reais e alguns dólares e euros, sobras de outras viagens, para alguma eventual necessidade, já que não valia a pena comprar nenhuma das moedas em razão da cotação. Nem usamos. Trocamos os outros reais lá por uma cotação melhor que a de POA, numa casa de câmbio perto da Catedral/Plaza de Armas. Quanto ao VTM, eu levei um em dólares com o pouco que tinha e fiquei surpresa porque não é aceito nem em restaurantes mais turísticos, como por exemplo, o Donde Augusto. Conseguimos fazer algumas compras no shopping com ele, apenas.

Farmacinha: bem, sempre que viajo levo alguns medicamentos básicos: relaxante muscular, paracetamol, algo para o estômago, antialérgicos, etc. Mas desta vez era diferente. Nós iríamos para a Montanha (como eles se referem à Cordilheira dos Andes lá) e subiríamos a mais de 2.000m acima do nível do mar. Da primeira vez que lá estive, o mal da montanha me pegou de jeito. Senti muita dor de cabeça e não sabia bem o porquê. Ano passado, quando fui ao Peru, estudei sobre a soroche e descobri o que se tomava para minimizar os efeitos da falta de oxigênio: cafiaspirina. Mas isso era pra mim. E para a Valentina? Como ela ia reagir? Que medicação dar? Pensando no bem estar dela, levei-a ao pediatra dois dias antes do embarque e conversei com ele. Ele receitou para ela a mesma cafiaspirina que eu levaria para mim, só que metade do comprimido. Além disso, deveria dar a ela meia hora antes da saída, acompanhado de omeprazol, para não doer o estômago. Passei na farmácia, comprei tudo e levei, com a receita em punho. Como ela reagiu? Melhor do que eu! No primeiro dia, não sentiu nada e eu nem havia medicado-a. E no segundo, como íamos a Portillo, eu resolvi medicá-la antes. E tudo correu muito bem.

Esse é um resumo da nossa viagem ao Chile. Agora, aos poucos, vou contando o resto. Boa leitura. E até a próxima!



segunda-feira, 29 de julho de 2013

Aprovado pela ABBV!!!!


Agora, sim! O Do RS... foi aprovado nesta semana na Associação Brasileira de Blogs de Viagem - ABBV, o que é muito legal. Isso significa que o blogue preenche os diversos requisitos que a ABBV exige e mais: é garantia de confiabilidade.

Em razão disso tudo, nesta semana, tenho repensado o layout a fim de facilitar a leitura dos posts e também para ficar mais agradável ao olhar (eu confesso, era bem poluído, mas muito mais por falta de tempo e de conhecimento do que qualquer outra coisa). E essas mudanças ainda não terminaram!

Continuo escrevendo pelo puro prazer de compartilhar a experiência pessoal em viagem. E tudo isso incentiva a continuar.

Obrigada ABBV!



sábado, 27 de julho de 2013

Aerolíneas Argentinas


Acabamos de chegar do Chile, para onde voamos pela Aerolíneas Argentinas. Nosso voo saiu de Porto Alegre e pousou no Aeroparque, em Buenos Aires. Depois, saiu dali e chegamos em Santiago pelas 21h35min. Dois voos curtos e muito tranquilos. Em ambos o lanche veio em uma caixinha decorada:


Para as crianças, nada. Nem lanche especial (que acho que nem servem mesmo) nem um presentinho para entretê-las. Nada.

Prevendo isso, levei um kit a mão: revistinhas, lápis de cor, agendinhas para anotar os detalhes da viagem, pequenos brinquedos. Foi o que salvou.


Na volta, partindo de Santiago, uma funcionária chamou todas as crianças e seus familiares para embarcarem primeiro, o que me chamou a atenção, pois foi a primeira vez que presenciei esta cena, embora seja sempre anunciado que as crianças tem preferência no embarque.

A Aerolíneas conta com programa de milhagens, a Aerolíneas Plus e participa da Sky Team desde 2012, juntamente com outras empresas aéreas. 




quinta-feira, 11 de julho de 2013

Livros que inspiram a viajar



Quando eu escrevi o post anterior eu comentei sobre este livro que conta a vida da Veuve Clicquot e como esse nome se transformou num dos grandes nomes do champagne no mundo. A visão empresarial dela é algo espetacular. A maior empresa na época era a de Jean Remy Moët e ela chegou para competir pesado.

Vale muito a leitura! Eu terminei arrumando a mala para ir para a Reims visitar a empresa e fazer degustação, mas não consegui da primeira vez. Preciso muito voltar, pois...



Se você se interessa pelo tema, deixo aqui mais duas sugestões de livros sobre vinhos e champagne. 








Boa leitura!


domingo, 7 de julho de 2013

Degustações em Reims - França



 


Eu e o Jaime adoramos degustações tanto de vinhos como espumantes. Já fizemos, inclusive, dois cursinhos aqui na Serra (um na Casa Valduga e o outro na Salton, ambos em Bento Gonçalves/RS). Quando fomos para a França decidimos que faríamos degustações de espumantes em Reims (eu havia acabado de ler a história da Veuve Clicquot). Não consegui fazer a visita a esta cave tão famosa, mas recomendo a leitura do livro. Entretanto, visitamos a Mumm e a Moët & Chandon.






A G.H. Mumm foi fundada oficialmente em 1827. Antes, porém, a empresa já existia na Alemanha desde 1761. Como as relações entre França e Alemanha na época eram boas e o champagne estava no auge de seu sucesso, o irmãos Mumm entenderam que era um bom negócio abrir uma vinícola em Reims, o que aconteceu em 1827.

O lema da empresa é 'Only the best".





A Mumm produz suas próprias vinhas e as caves estão a mais de 30m abaixo do nível do solo, com uma temperatura constante de 18ºC.


Acima, à esquerda, vemos como acontece a segunda fermentação dentro da garrafa. Percebe-se, também, a formação dos sedimentos que, conforme a inclinação, se depositam no gargalo para depois serem facilmente retirados do interior da garrafa, mediante o congelamento do gargalo.

Em 1876, Georges Herman Mumm tomou importante decisão em homenagem aos seus clientes de mais prestígio: enfeitou a garrafa com uma fita vermelha, le grand cordon rouge, a mais alta honraria francesa recebida por pessoas distintas. E assim nasceu a marca registrada da empresa, que fornece a bebida para a Fórmula 1 há muitos anos.






Depois desta visita, visitamos a catedral de Reims e almoçamos num bistrô ali perto. A degustação continuou com uma Franck Debut.





Após o almoço, seguimos para Épernay, onde se localiza a Moët & Chandon, produtora do famoso espumante Don Perignon. Para quem não sabe, Don Perignon, um monge beneditino, foi o 'inventor' do champagne, por volta de 1670.



A Moët & Chandon, fundada em 1743, é uma das maiores produtoras de champagne do mundo. Possui cerca de 6km² de vinhedos e é de propriedade da Luis Vuitton. Em 19062 foi a primeira produtora listada na Bolsa de Valores da França.



Entrada das caves

20.817 garrafas de Don Perignon

Presente de Napoleão a Jean Remy Moêt



O Rio Grande do Sul possui excelentes opções de espumante produzidos aqui. Escreverei sobre isso em outro post.


 Salut!