terça-feira, 16 de abril de 2013

Pisa


Saímos cedinho de Florença, de trem, para Pisa para vermos a famosa torre inclinada. Cerca de uma hora depois, chegávamos à estação de Pisa. 

Em uma tabacaria, compramos o ticket do ônibus (Linha Roso) para irmos até a Campo dei Miracoli, onde se localiza a Torre que, na verdade, é o campanário da Catedral de Pisa.

Construída em mármore branco, começou a inclinar por problemas nas suas fundações (são apenas 3m em um solo frágil). Tem estilo fortemente românico e seus sinos possuem a sonoridade das notas musicais. Houve uma restauração de suas fundações entre os anos de 1990 e 2001. 





É possível se visitar por dentro, pagando-se um ingresso, mas as filas são geralmente grandes. São praticamente 300 degraus e há uma limitação de pessoas para subir, por dia.

A visitação à catedral é gratuita, mas você deve pegar um ingresso no setor onde eles são vendidos.

O conjunto todo (Duomo, Torre de Pisa, Batistério e Cemitério) foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1987.


lov u!


A 'tomada' de Pisa.
 
Depois, retornamos à Estação e seguimos para Lucca.

See you!



domingo, 14 de abril de 2013

Vaticano e o Papa Bento XVI




Se você quer ver o Papa e visitar a Capela Sistina terá de reservar dois dias para ir ao Vaticano. Sim, porque o Ângelus só acontece ao meio-dia de domingo, dia em que o museu do Vaticano (onde está a Capela Sistina) está fechado.

Nós optamos por ver o Papa Bento XVI e participar do Ângelus. Sim, ele ainda não tinha renunciado.




Dentro da Basílica de São Pedro, alugamos um audioguia em português, e saímos para ver as obras de arte lá existentes. E não são poucas. A começar pela Pietá, de Michelângelo.


Assistimos um pedaço da missa, visitamos os túmulos de São Pedro e dos demais Papas. Próximo ao meio-dia, voltamos para a Praça, para vermos o Papa.


Uma semana depois - estávamos em Florença - ele renunciou. Motivo para voltar.


Veneza e suas máscaras e gôndolas




Esta é a primeira vista de Veneza quando se chega nela pela Estação Santa Lucia. De tirar o fôlego. Quase não acreditei que estava ali, pois há anos tinha o desejo de conhecer este lugar.





Pegamos o trem na Estação de Verona e logo chegamos em Veneza. De lá, pegamos um vaporetto, o transporte público local, e fomos até a estação Ca'dor. Ali descemos e nos dirigimos para o nosso B&B, chamado de Ca'dor, igualmente. Já falei dele aqui.



Ponte do Rialto

 Veneza possui 118 ilhas e 118 igrejas (pelo menos eu acho, porque vi templos em todas as ilhas por que passei). Nas ilhas não há veículos. É totalmente para pedestres. E como há pedestres nessa cidade... Mesmo estando na baixa temporada, havia muita gente por lá.



O transporte todo é feito por barcos, que deslizam pelo Grande Canal e pelos canais pequenos. Há muitas gôndolas por lá e tanto o serviço de táxi como a polícia se utilizam de barcos motorizados.


Desde a Ponte do Rialto, esta é a vista do Grande Canal.


Na Praça de São Marcos, vimos o Campanário e as passarelas que são usadas pelas pessoas quando a água invade a praça.


Veneza foi totalmente construída nesse conjunto de ilhas que fica na Lagoa de Veneza, no Mar Adriático. São 177 canais e 400 pontes. Em 1846 foi construída a ponte férrea, ligando a parte continental de Veneza (Mestre) com o arquipélago e somente em 1933 foi construída a Ponte da Liberdade e um estacionamento para carros. 


Veneza possui a maior área europeia livre de carros e é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Aqui foi rodado o filme O Turista, com Johny Deep e Angelina Jolie.


A Catedral de São Marco é rica em detalhes, tanto em sua fachada como em seu interior.

Na mesma praça fica este campanário.


Ali, também, tomamos o café mais caro do mundo. Por esta pequena taça de café, pagamos 4 euros. Depois descobrimos que não podíamos pedir expresso e, sim, café americano. Daí aumentava a quantidade... e o preço!



Esta é uma vista clássica da cidade, com suas gôndolas estacionadas. E por falar nelas, ir a Veneza e não andar de gôndola é quase como ir a Roma e não ver o Papa...


Negociamos o preço (tudo lá deve ser negociado!) em outro local que não a Praça de São Marcos, porque aqui, por ser um ponto turístico importante, o preço é mais salgado. Fechamos o passeio para quatro pessoas por 60 euros durante mais ou menos 30 minutos. Chegaram a nos pedir 120 euros...



O dia estava lindo, fazia muito frio. Congelamos. O nosso gondoleiro, apesar de estar usando o uniforme tradicional, não cantou. Aliás, cantou sim... uma menina que estava no local onde o contratamos. Durante o passeio inteiro trocou mensagens pelo celular. Definitivamente, não se faz mais gondoleiro como antigamente!


Nos canais pequenos, percebe-se o cheiro de esgoto. Fiquei imaginando esse cheiro no verão, pois a informação que obtive é de que a temperatura ultrapassa facilmente os 30 graus... 

Resumo da ópera: o passeio de gôndola virou turístico, caça-níquel. Mas todo mundo deve fazer ao menos um na vida. Faça o seu e tire suas próprias conclusões. Eu já fiz o meu. E não penso em fazer outro.


O carnaval se aproximava e muitas máscaras embelezavam as ruas. Difícil foi escolher uma para trazer. 

No último dia, fomos visitar o Mercado Público de Rialto, onde é proibido se tocar nas frutas e verduras. Você aponta e o vendedor é quem pega aquilo que você deseja.


Se eu volto a Veneza? Claro. Agora. Onde eu assino?

See you!




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Gastronomia italiana


Quando se fala na Itália, qual é a comida que logo te vem à cabeça? Pasta e pizza, não é? Pois, é. Descobri que esses pratos são básicos e que podem ser muito bons ou muito ruins (como o espaguete ao pomodoro que comi em Assis!), dependendo do lugar que escolheres.

A nossa viagem era para ser econômica, por isso sempre escolhíamos estes pratos básicos por serem mais baratos. Mas não deixávamos de comer um gelato de sobremesa. Chegamos a pagar 8,00 euros por um, mas foi o mais gostoso de todos (em Florença, perto da Igreja Santa Maria Novella).





Seguindo uma indicação, fomos comer o famosíssimo hambúrguer do Dario, na Antica Macelleria Cecchini, em Panzando in Chianti. Vou escrever um post especial para ele, porque merece.




Em Florença, seguindo uma dica do guia Lonely Planet, fomos conhecer o Gustapizza e nos deparamos com essa delícia aí de cima. Gostamos tanto que voltamos no dia seguinte.




E, para terminar, não podíamos deixar Florença sem experimentarmos a famosa Bisteca a la Fiorentina. Escolhemos um restaurante muito simples, mas muito bem atendido, ao lado do hotel, a Ostteria Dall'Oste.

E para beber, vinho tinto da casa.

Claro que estivemos em outros restaurantes e provamos outras delícias, mas estas foram as que mereceram o registro.

Ciao.

Verona



Assim que desembarcamos em Malpensa, compramos os tickets para o trem rumo à Estação Central de Milão. De lá, imediatamente, seguimos para Verona.

Chegamos na Estação de Verona e tratamos de comprar os tickets para Veneza no dia seguinte e nos informamos acerca dos ônibus urbanos (eu já sabia quais as linhas poderíamos pegar e em que parada tínhamos que descer). 

Seguimos rumo ao Centro Histórico, para o nosso B&B Juliet's House. A nossa casa era um apartamento antigo, mas reformado, muito limpo e organizado. E a Paula uma excelente anfitriã.

Tratamos de fazer um mate e saímos para passear, já procurando um lugar para jantar, pois a noite começava a cair. Escolhemos o Restaurante Maffei, ainda impactados com o câmbio, pelo menu turístico apresentado na porta. Custava 18 euros por pessoa. Entramos. Sentamos. Quando pedimos o menu turístico, o garçom nos disse que à noite era a la carte. E aí começaram os problemas. Pedi uma pasta e o Jaime pediu uma carne. A massa era pouca (apesar de saborosa - era só o primeiro prato!) e a carne estava gelada - crua mesmo! Resultado: pagamos muito caro (cerca de 60 euros por casal) e saímos com muita fome.



Verona é uma cidade medieval, declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO por sua arquitetura e arte, e é banhada pelo Rio Adige. 

É palco de uma das maiores tragédias shakesperianas, Romeu e Julieta. Não se sabe se a história é verídica ou não (alguns dizem que foi plagiada de Luigi da Porto), mas a cidade a adotou como sendo. Fato é que existem duas famílias rivais, que durante muitos anos disputaram o poder na cidade, chamadas de Capelletti (no dialeto, Capuleti) e de Montecchi.


A Casa da Giuletta é uma construção medieval, pequena, em que se destaca o balcão usado pelos jovens apaixonados para as suas juras de amor eterno. No pátio, cujo acesso é gratuito, há uma estátua dela em que é obrigatório se tocar seu seio esquerdo para se ter sorte no amor. Obviamente eu fiz, afinal de contas quero garantir a minha sorte (já encontrada, por sinal!).



A outra forma de demonstração de amor é colocar um cadeado (que você pode comprar na lojinha ou  levar de casa) com os nomes dos amantes/namorados nas grades que tem por ali. Ou na vegetação. Não tem dinheiro para isso? Não tem problema. Vale escrever nas paredes, grudar chicletes, band-aids, etc. Vimos de tudo.


 Paga-se ingresso para se visitar a casa por dentro. Trata-se de uma antiga casa, dividida em diversos andares. Visita-se o quarto de Julieta, vê-se suas roupas e as de Romeu. Entra-se no clima dessa história tão romântica e tão triste. Sugiro a leitura dela antes de você embarcar para lá. Assim se sentirá vivendo um pouco dessa estória no momento de sua visita. Sugiro, também, que você assista Cartas para Julieta, que eu já falei aqui.




No último andar, seguindo o roteiro do filme, você pode escrever para que Julieta lhe ajude a encontrar seu grande amor. Você pode depositar nessa caixa de correio ou mandar um e-mail, pois tem 4 computadores à sua disposição.


Após a visita à Casa da Julieta, fomos visitar a Torre dos Lamberti, mas à época este imóvel pertencia aos Montecchi.


Uma caminhada pelo Rio Adagi faz com que a gente se apaixone pela cidade e não queira mais ir embora.



Ao fundo, o Castelo de San Pietro. Abaixo, parte da muralha que cerca Verona antiga.


Mesmo apaixonados por Verona, partimos. Era nosso segundo dia na Itália e ainda tínhamos muito para ver. 

Claro que em Verona tem muito mais para se ver, mas o nosso tempo era curto e optamos por visitar os pontos referidos na obra de Shakespeare. Deixo como sugestão de visitas o anfiteatro romano, a Catedral Gótica (séc. X), a Igreja Românica de São Zeno, o Palazzo del Consiglio, o Castel Vecchio e a Ponte Scaligero (de 1354).

Encerrada a nossa diária no B&B, pegamos um ônibus urbano, seguimos para a estação e embarcamos, no início da tarde, para Veneza.



terça-feira, 9 de abril de 2013

Itália: uma viagem diferente (pelo menos para mim)





A Bota foi o destino escolhido para esta viagem. Na verdade, olhando meu extrato de pontos da Multiplus, verifiquei que certa quantia de pontos iriam expirar dentro de pouco tempo. Resolvi descobrir para onde eu poderia embarcar com os pontos que eu tinha. E a resposta foi: Itália. Poderia ter sido, também, a Espanha. Mas optamos pela Itália porque nossos amigos também estavam pensando em ir para lá e as nossas férias coincidiam. Então, Itália lá vamos nós!

Aéreo:

Emitimos as passagens com 80.000 pontos ida e volta em uma agência, porque se eu emitisse diretamente no saite da TAM, conseguiria por 90.000 pontos. Economizei 10.000 pontos. A viagem já começava no aéreo: POA/GRU/LISBOA/MILÃO, voando TAM/TAP, e a volta MILÃO/MUNIQUE/GRU/POA, voando LUFTHANSA/TAM. De graça, até injeção na testa, como se diz aqui no Sul.

De resto, nada organizado. Cada vez mais prefiro viajar por conta própria do que pegar um pacote pronto em alguma agência. Não que o pacote não tenha lá as suas vantagens, mas não consigo me imaginar presa a horários e indo aonde a agência quer que eu vá.


Roteiro:

Definimos uma parte do roteiro. O resto, definiríamos lá. Este foi o roteiro que fizemos:


Chegamos em Milão e imediatamente pegamos o trem para Verona. Depois, Veneza, Roma, Vaticano e Assis. Em Roma, alugamos um carro e entramos para a Toscana. Nossa base foi San Gimignano, mas passamos por Siena, Val D'Elsa, etc. Visitamos Panzano in Chianti e Volterra. Seguimos para Florença. De lá, pegamos o trem e visitamos Pisa e Lucca. Para finalizar, voltamos para Milão, de onde embarcamos para o Brasil.


Hospedagem:

Nunca tinha me hospedado em hostels ou B&B's. Desta vez, era um dos objetivos, pois precisávamos economizar, também. Escolhemos um muito legal em Verona, exatamente ao lado da Casa da Giuletta, chamado Juliet's House.


Era um apartamento de dois quartos e cozinha completa com café da manhã. Tudo muito limpo e organizado. E a Paula uma excelente anfitriã.

Em Veneza, optamos por um hostel que a minha amiga já tinha ficado, o B&B Ca'dor. Igualmente muito bom. As reservas foram feitas diretamente no saite da hostelworld.com.

Para Roma, reservamos um hotel diretamente no saite. Foi o pior hotel que ficamos. Pior, inclusive, que os hostels... Nem vou indicar aqui...

Em San Gimignano, outra experiência positiva: reservei uma casa, numa localidade chamada Linha Sovestro, cerca de 2km da cidade. O máximo. Este aluguel foi através do saite da Airbnb.



Aqui optamos por cozinhar. Fomos ao mercado (adooooro um mercado!) e lá fizemos as compras necessárias para duas refeições para 4 pessoas. Gastamos cerca de 30 euros, apenas, e compramos vinho, prosecco, queijinhos, azeitonas, salaminhos, etc, etc, etc.

Para Florença, onde montamos acampamento por 5 noites, optamos por um hotel indicado por outros amigos, na frente da estação de trem Santa Maria Novella, o Hotel Ambasciatori. Consegui uma promoção no preço da diária no saite do Booking. Realmente muito bom o hotel. O que me incomodou um pouco foi a calefação, que estava forte demais. Mas nada que abrir a janela não resolvesse o problema do calor.

Para finalizar, também pelo saite do Booking, reservei um hotel na frente da Estação Central de Milão, de onde pegaríamos o trem para o Aeroporto Fiumicino no dia seguinte. No preço não estava incluído o café, mas acabamos ganhando de graça.

Quando saímos do Brasil, tínhamos 'teto' até San Gimignano. Os demais, reservamos de lá mesmo.


Transporte:

Nós optamos por andar de trem em todos os trajetos, exceto na Toscana, entre Roma e Florença. Para estes dois dias, alugamos um carro numa locadora italiana (Sixt) por um preço muito melhor do que as internacionais (Heinz, Avis, Europcar, etc.). No mínimo a metade do preço, com GPS incluído.

Quanto aos trens, tenho a dizer que funcionam muito bem. Viajamos sempre em segunda classe. Inclusive conseguimos preço promocional entre Veneza e Roma. Neste trajeto, até água para o chimarrão aquecemos no banheiro... Bem coisa de gaúcho.

Fiquei um pouco grilada com algumas pessoas que ficam caminhando de um vagão a outro, sem paradeiro, especialmente em trens que fazem o trajeto entre pequenas cidades. Alguém nos disse que tinha que ficar de olho nas malas, porque eles as furtam e saem correndo na estação. Então, ficávamos cuidando. Eu, principalmente. Mas não vi nada acontecer.


Nas cidades:

Nas cidades que visitamos, usamos o transporte público para nos deslocar. Ônibus e metrô, basicamente. Ah, e os pés... caminhamos muito. Às vezes com rumo, outras vezes sem...


Roteiro feito a pé em Florença


Aqui está um resumo da organização da nossa viagem para a Itália. Ao longo dos próximos posts abordarei as cidades que visitamos, os pontos de interesse, bem como darei outras dicas interessantes. 

Então, quando digo que esta viagem foi diferente, quero dizer que saí do Brasil com apenas uma parte da viagem organizada. De resto, fomos pensando de acordo com o passar dos dias. E tudo deu supercerto. Foi uma viagem perfeita, que durou 18 dias.



Ciao!