domingo, 21 de setembro de 2014

Convento de São Francisco - Olinda/PE

Cruzeiro construído com pedras do arrecife

O Convento de São Francisco é a primeira sede franciscana no Brasil. Construído em 1585, é formado por um conjunto que inclui a Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Capela de São Roque (a mais antiga Capela da Ordem Terceira Secular existente no país), a Capela de Santana, revestida com painéis de azulejos e o claustro (com 16 painéis de azulejos portugueses que retratam a vida e a morte de Francisco de Assis) e a sacristia.


Os azulejos são portugueses e retratam cenas da vida profana, ou seja, do cotidiano da corte.



O teto de diversas salas é de madeira pintada.


Foi incendiado pelos holandeses em 1631, mas reconstruído logo em seguida.


Também está tombado pela UNESCO.



A Igreja de Nossa Senhora das Neves está dentro do Convento e é lindamente decorada em ouro.




Logo ao lado, tem a Capela de São Roque, com muitos elementos barrocos, também.




Sacristia com móveis em jacarandá e algo que se assemelha a um espelho.



No pátio externo, um relógio de sol.



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Igreja e Mosteiro de São Bento - Olinda/PE


Do alto da Prefeitura é esta a visão que se tem da Igreja e Mosteiro de São Bento. Construído a partir de 1586, o Mosteiro de São Bento de Olinda é a segunda instalação beneditina em terras brasileiras. Foi destruído pelos holandeses, reconstruído a partir de 1654 e concluído em 1759, recebendo o estilo Barroco. 


O altar-mor é em homenagem a São Bento, em madeira de lei coberta de ouro. Mistura os estilos barroco, rococó e neoclássico.



Chama a atenção o Cristo Crucificado, em tamanho natural, que se encontra no coro, de costas para a capela-mor, em função dos escravos que não podiam entrar na igreja.


Abrigou durante 24 anos, a primeira Escola de Direito do Brasil, fundada em 11 de agosto de 1811.


Informações úteis:

Localização: Rua de São Bento, s/n – Varadouro.

Fone: (81) 3429. 3288

Visitação: todos os dias, das 9h às 11h45 e das 14h às 17h.

Missas: todos os dias, de 6h30; domingo, canto gregoriano às 10h.

domingo, 14 de setembro de 2014

Olinda/PE


Quando se fala em Olinda, qual é a primeira coisa que lhe vem à cabeça? Que ela se limita ao centro histórico e, por isso, se trata de uma cidade pequena? Ou aquela frase dita, em tese, por Duarte Coelho quando chegou ao local: "Oh, linda situação para se construir uma vila!'? Talvez você pense no carnaval e nas ladeiras de Olinda... Bem, não importa o que vem à sua cabeça, o que importa é que Olinda é realmente linda, apesar de seus quase 400.000 habitantes (não, você não leu errado, queridíssimo leitor!).


Suas ladeiras transpiram história em cada porta, em cada janela. Se for perto do carnaval, estarão lindamente decoradas! Olinda foi o segundo centro histórico brasileiro a ser declarado Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, isso em 1982, perdendo apenas para Ouro Preto/MG.


Abriga diversas igrejas, seminários e conventos lindamente decorados. Muita arte barroca aqui se encontra. É a sede, também, da primeira faculdade de Direito do Brasil. E fica grudadinha no Recife.


Olinda é terceira maior cidade de Pernambuco e possui, apenas, 43,55 km². Saiba mais aqui.


Foi a segunda vez que estive em Olinda. Da primeira, cerca de 12 anos atrás, fiz apenas um citytour por suas ladeiras, com o guia sempre me chamando, pois eu ficava para trás para tentar absorver mais de sua história, beleza, cultura... Jurei que voltaria. Voltei. Mas fiquei 24h apenas. 

Nos próximos posts vou contar o que consegui visitar em tão pouco tempo neste histórico sítio.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Na estrada para Olinda/PE




Depois de visitarmos o Santuário do Peixe-Boi, seguimos para Olinda, nosso destino do dia. Antes, porém, a gente se deliciou nessa praia linda, Barreira do Boqueirão.





Almoçamos no Bica, após um banho - gelado - de água doce nas bicas:


 Hora de pegar a estrada de novo. E no caminho descobrimos que Pernambuco é palavra oriunda do tupi e significa 'abertura nos arrecifes onde o rio penetra o mar'.




 Vencida a quilometragem, e o dia, chegamos a Olinda, que nos esperava de braços abertos!


Olinda é linda de verdade. Patrimônio da Humanidade, merece uma visita com calma. Esta foi a segunda vez em que lá estive, mas correndo de novo! Preciso voltar!

:)



domingo, 7 de setembro de 2014

Santuário do Peixe-Boi Marinho - Tatuamunha/AL




Como eu já falei em outro post, eu aderi a esta viagem, organizada por uma amiga. Então, não sabia da missa a metade. No domingo, saindo de Porto da Rua rumo a Olinda, nosso maior objetivo era visitar o Santuário do Peixe-Boi Marinho, que fica em Tatuamunha, um vilarejo que fica em Porto de Pedras/AL.

Chegamos cedo, antes das 10h, horário em que se iniciam os passeios até a foz do Rio Tatuamunha, onde os animais estão em fase de adaptação para serem reinseridos na natureza. O valor do ingresso é de R$ 40,00 por pessoa e o passeio dura cerca de 1h. Detalhe muito importante: somente 70 pessoas visitam o projeto por dia, então, chegue cedo!

Na primeira parte, uma caminhada sobre umas passarelas pelo mangue, de onde se observam coloridos caranguejos.



 Alguns meninos se refrescavam nas águas do rio e, também, pescavam.


Importante lembrar de passar muito protetor solar.



 Este projeto é desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (vinculado ao IBAMA), o que torna a fiscalização muito presente. Nesta fase do projeto, os animais são preparados para voltarem ao seu habitat natural. Por serem facilmente domesticáveis é que estão sob risco de extinção. Segundo Adriano, nosso guia integrante da Associação de Condutores de Turismo e Observação do Peixe Boi Marinho, só existem cerca de 500 espécimes atualmente.



O passeio é feito em pequenas jangadas movidas a remo a fim de interferir o menos possível naquele habitat. E eles ficaram tão faceiros com a nossa visita que nos acompanharam durante todo o trajeto.






Um passeio para crianças, também. Entretanto, há que se ter cuidados especiais com a segurança, pois as passarelas não possuem guarda-corpo. Além disso, há que se passar muito protetor solar e se levar água, embora se consiga comprar alguma (mineral ou de coco) na beira do rio.


Depois, fomos até a foz do Rio Tatuamunha, um rico lugar para um banho. Adivinha se não caímos na água?



Esta é a sede do projeto e o Adriano foi o nosso guia.



Valeu Adriano! Aprendemos muito sobre esse dócil mamífero brasileiro!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pousada das Acácias - Porto da Rua/AL



Depois de um dia de estrada e de muitas praias lindas visitadas, chegamos ao nosso destino, Porto da Rua, na Pousada das Acácias e fomos muito bem recepcionados pelo Rivaldo e Aline, os simpáticos donos da Pousada.



Já era bem à tardinha e estávamos com muita vontade de tomar um banho e eu de tomar um mate. Quando chegamos, eles avisaram que estavam sem sinal de telefone e, por consequência, de internet havia dois dias. Claro que me preocupei, pois não teria como avisar que estávamos todos bem. Ao mesmo tempo, pensei que o Jaime sabia que estávamos rodando por pequenas praias e que não se preocuparia, afinal de contas, notícia ruim chega logo.


Nesse quiosque do fundo, tomamos o nosso chimarrão de final de tarde e passamos o dia - e as praias - a limpo. Também, definimos a programação do dia seguinte, quando retornaríamos ao Recife, com pernoite em Olinda.









 Mais tarde, quando decidimos descansar, faltou luz. E nunca mais voltou. Eu não conseguia dormir, porque se tiver um mosquito ele vem zunir nos meus ouvidos. Quanto mais eu me debatia, mais calor sentia. Além disso, minha amiga não conseguia dormir. 

Depois de muito saracotear, ouvi movimento no andar de baixo e desci - uma vela iluminava a escada. Pedi ao Rivaldo se ele tinha repelente. Resolvi por a minha canga na sacada e ali dormir, pois ainda era o local mais fresquinho. Quando me aprecatei, a luz voltou... só em meia fase, mas o suficiente para ligar o ar condicionado. Ou seja, não tinha luz, mas tinha ar condicionado. Daí até o amanhecer foi um abraço.



Depois do café da manhã, a gente se despediu dos nossos novos amigos Aline e Rivaldo e seguimos o nosso rumo. A pousada é simples, mas bem aconchegante. E a alegria contagiante da Aline nos convida a voltar.


 No caminho, descobrimos o motivo da falta de luz... 


Eu amei esse lugar e recomendo - muito! - essa pousada!

Valeu Aline e Rivaldo pela calorosa recepção!

Até a próxima!