sexta-feira, 11 de maio de 2012

Wayna Picchu




Se Machu Picchu significa Velha Montanha, Wayna Picchu é a Montanha Jovem que guarda a Velha Montanha. Quando chegamos em Machu Picchu, por volta de 7h30min da manhã, o tempo estava fechado e chovia. Olhávamos para Wayna Picchu e não tínhamos a certeza de que conseguiríamos (ou que valeria a pena) subir. Entretanto, quando o tempo abria um pouquinho, víamos as pessoas em miniatura andando para lá e para cá. Isso aguçou muito a nossa vontade de lá chegar.


Um amigo que certa vez esteve lá me falou de Wayna Picchu e lembro de ter ficado maravilhada com o seu relato. E pensei que um dia eu também iria lá conhecer esse lugar, não ia me contentar em visitar apenas Machu Picchu. E esse desejo se realizou.


Após uma visita de mais de 3h em Machu Picchu, Darcy, nosso guia, nos largou no portal que dá acesso a Wayna Picchu. Ali, você assina um livro em que consta a data e a hora da sua subida, além de você estar assumindo a sua responsabilidade pela íngreme subida. Sim, é quase uma escalada!


Você anda, anda, sobe, sobe, se cansa muito e o cume não chega. E o que é pior: você não tem noção de que altura da trilha você está. Mas o mais legal é que o pessoal que está descendo a trilha te incentiva a continuar. É muito cansativo e de grande dificuldade (pelo menos para mim, que não faço atividade aeróbica...)



Quando você acha que está chegando e já perdeu a noção do tempo, você se depara com essa placa, de que ainda faltam 25 minutos de caminhada rumo ao céu! Juro que dá vontade de desistir! Mas a minha irmã não me deixou, pelo contrário me incentivou a seguir!


A vista de Machu Picchu fica cada vez mais interessante. E quando você se vira para trás e vê as ruínas, o choro é inevitável!



Mas com calma, a gente chega ao topo. Foram 1h30min de caminhada rumo ao céu. E a sensação de vitória e a compensação pelo esforço apagam todo e qualquer cansaço. A vista é inesquecível. E as lágrimas brotaram por ter conseguido conquistar mais um objetivo.




Machu Picchu é realmente um lugar inesquecível!



Pisac - Peru



Písac (também Pisaq) está localizado a 33 quilômetros da cidade de Cusco, no Peru, e está a 2.972m acima do nível do mar. O seu parque arqueológico é um dos mais importantes do Vale Sagrado dos Incas. O povoado tem uma parte inca e outra colonial. A praça principal é um lugar cheio de colorido e com diversos artigos artesanais à venda. 



Este povoado é conhecido pelo seu observatório astronômico.

Aqui pode-se assistir a uma missa em quíchua no meio de indígenas e varayocs ou prefeitos regionais. Igualmente, pode-se comprovar como os agricultores incas resolveram o problema de semear nas ladeiras dos morros.



Nesses terraços os incas cultivavam batatas e milho, bem como outros produtos para a alimentação do grupo que ali habitava.





cemitério inca

escadas incas





Ollantaytambo - Peru



Feira de artesanato na frente do complexo de Ollantaytambo

Ollantaytambo ou Ullantaytanpu é uma obra monumental da arquitetura incaica. É a única cidade da era inca no Peru ainda habitada. Em seus palácios vivem os descendentes das casas nobres cusquenhas. Os pátios mantêm sua arquitetura original.
Esta cidade constituiu um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola. A entrada é feita pela porta chamada Punku-punku.





Ollantaytambo está localizado no distrito de mesmo nome, província de Urubamba, aproximadamente a 60 quilômetros a noroeste da cidade de Cusco e tem uma altitude de 2.792 metros acima do nível do mar.



Trata-se de um dos complexos arquitetônicos mais monumentais do antigo Império Incaico. Comumente chamado "Fortaleza", devido a seus descomunais muros, foi na realidade um tambo ou cidade-alojamento, localizado estrategicamente para dominar o Vale Sagrado dos Incas. O tipo arquitetônico empregado, assim como a qualidade de cada pedra, trabalhada individualmente, fazem de Ollantaytambo uma das obras de arte mais peculiares e surpreendentes que realizaram os antigos peruanos, especialmente o Templo do Sol e seus gigantescos monólitos. Algumas das rochas utilizadas na construção são somente encontradas a alguns quilômetros da cidade, o que revela o domínio de técnicas avançadas de transporte de rochas. As pedras eram trabalhadas antes de serem transportadas e nesse trabalho eles deixavam sulcos para facilitar o transporte, mediante amarração de cordas. As ruas retas, estreitas e pitorescas hoje formam quinze grupos de casas localizadas ao norte da praça principal da cidade, que constituem em si um verdadeiro legado histórico. Algumas casas da época tipo colonial estão construídas sobre belos muros incaicos polidos com esmero. Os tons da pedra são alegres, de uma cor de flor petrificada, rosa escuro. Na praça principal um grande bloco de perfeitas arestas encaixa em uma dupla fileira seus quinze ângulos de estrela terrestre.




O historiador cusquenho Víctor Angles explica a origem do nome de Ollantaytambo, referindo que em fins do século XVIII encenou-se um drama de roteiro inca cujo protagonista era o General Ollanta, e o lugar onde se desenvolveram as ações - segundo a obra literária - foi o tambo abaixo de Yucay, que desde então começou a generalizar-se como Ollantaytambo. O cronista Garcilaso de la Vega, depois de elogiar a grandeza e magnificência das antigas fortificações de Tanpu, conta que foram mandadas construir pelo Inca Wiraquocha, assim como os grandes e antigos edifícios que existem nesse lugar.



Aposentos reais

A visita começa pelos aposentos reais, onde existe uma fonte de água pura. Após, há que se enfrentar uma escada com mais de duzentos degraus.




Quando se chega no topo - há que se considerar a altitude de quase 3.000m - vê-se a cidadela inca abaixo. Vê-se, também, a área agrícola, com seus inconfundíveis terraços para o plantio.




Templo do Sol

Aqui neste complexo arqueológico verifica-se que o Templo do Sol, o local mais sagrado para os Incas, está interminado. Especula-se que a invasão espanhola não permitiu a conclusão deste importante monumento.


Uma das montanhas que cercam a cidade mostra formações rochosas que lembram a metade de um rosto, aparentando com um rei de barba e coroa. O rosto apareceu após de um terremoto que aconteceu no século XX. Ao lado do rosto existe um silo de alimentos, que muitas das vezes é confundido com uma prisão. A localização do silo foi muito bem planejada, mesmo em dias de sol intenso, o vento forte que bate na montanha mantém o local bem fresco, favorecendo a conservação dos alimentos.







Praça de Ollantaytambo






quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sacsayhuamán - Cusco

By Vanessa Kindel

Trata-se um complexo murado na periferia norte da cidade de Cusco, Peru, a antiga capital do Império Inca . O forte é construído com grandes pedras polidas, cuidadosamente encaixadas, sem o uso de qualquer argamassa, uma das características da arquitetura inca.





 O parque está a uma altitude de 3.701 m acima do nível do mar. Foi adicionado à Lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1983. Algumas dessas pedras pesam mais de cem toneladas e foram milimetricamente acomodadas. 


Segundo alguns escritores, Sacsayhuamán representa a cabeça do Puma, sendo que o centro antigo de Cusco o restante do corpo.


A zona mais conhecida de Sacsayhuaman inclui a grande praça e suas três paredes adjacentes. As pedras usadas na construção desses terraços estão entre os maiores utilizado em qualquer edifício em pré-hispânico da América e exibem uma precisão de adaptação que é incomparável nas Américas. As pedras são tão unidas que uma única folha de papel não vai caber entre muitas das pedras. Esta precisão, combinada com os cantos arredondados dos blocos, a variedade de suas formas plenamente entrelaçadas, e a forma como as partes se inclinam para dentro é que garantiram a sobrevivência da fortaleza em diversos terremotos ocorridos na região. A mais longa das três paredes é de cerca de 400 metros. Eles são de cerca de 6 metros de altura. O volume estimado de pedra é mais de 6.000 metros cúbicos. As estimativas para o peso da maior calcário bloco variar de 128 toneladas a quase 200 toneladas.


Como essas pedras foram levadas até o alto do morro? Esta pergunta é uma das muitas ainda sem resposta sobre a cultura inca. 


Atualmente, os peruanos comemoram ai a Inti Raymi, a festa anual do Inca no solstício de inverno, que ocorre em 24 de junho.





Parque del Amor - Lima



O Parque do Amor, em Lima, fica na parte alta da cidade, no Departamento de Miraflores. É um dos melhores lugares para se apreciar o belo por-do-sol no Oceano Pacífico que, para nós, vizinhos do Atlântico, sempre é novidade.


O parque foi construído em homenagem a Gaudí e é todo decorando em mosaico. Há nomes de amantes famosos e frases que falam de amor. 


No centro do Parque há uma escultura de Victor Delfín, que se chama El Beso, que representa um jovem casal em um terno e apaixonado beijo. Muitos casais vem para este local para apreciar a vista, o entardecer e, claro, fazer juras de amor eterno. Há músicos que se aproximam e fazem uma espécie de serenata aos apaixonados, cobrando o 'cachê' ao final da apresentação.


Mas nós, gaúchas que somos, aproveitamos o vento para hastear a nossa bandeira e, é claro, tomarmos aquele chimarrão de final de tarde, costume bem sulino.


E aproveitamos para declarar o nosso amor ao RS e ao mate.



Se você for a Lima, inclua este parque em seu roteiro.