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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Table Mountain - Capetown


Como contei aqui, fui conhecer a Table Mountain (ou Montanha da Mesa ou Tafelberg, em africâner) no primeiro dia, pois ela estava com o topo aberto, sem a tradicional 'toalha de mesa' que a encobre normalmente. Então, a primeira dica é: olhe para a montanha. Se ela estiver sem o tradicional nevoeiro, não pense duas vezes, vá direto para lá, porque normalmente ela está com o cume fechado por uma névoa, às vezes tão densa, que impede que você tenha uma vista maravilhosa da cidade.

Você pode ir a pé (sim, tem trilhas que te levam até lá), pode ir de carro (tem estacionamento gratuito na rodovia), de transporte público, de táxi, de uber e até de Hop On Hop Off, meu caso. Na parte baixa da montanha tem uma parada desse transporte turístico, devidamente identificado. Você desce aqui, faz seu passeio e depois retorna a este ponto para tomar o próximo ônibus.



Nesse dia, a fila para comprar o ingresso, que custava R240 não estava grande. E não esperei mais do que 30 minutos para embarcar no teleférico. No sítio oficial você pode acompanhar em tempo real essas informações e até comprar o tíquete on line. Confere aqui.



O bondinho que leva até o topo é grande e faz uma rotação completa. Então, não se preocupe em pegar o melhor lugar, pois todos terão as mesmas oportunidades. Em dias de vento forte, a viagem pode ser cancelada por questões de segurança, mas você pode optar pela trilha para subir/descer. Se estiver no topo e ouvir uma sirene, busque a saída, pois significa que a estação fechará imediatamente para a segurança de todos.


A vista que se tem a partir do topo do platô é de tirar o fôlego. A baía se chama Table Bay, em homenagem à Table Mountain, assim denominada em razão de seu platô de 3km de extensão. Quando lá cheguei, dia estava claro, o céu azul e a vista era essa. Em seguida, optei pela trilha autoguiada e percebi a viração se formar. 



A viração (como chamamos esse fenômeno aqui no RS, nos Campos de Cima da Serra - Cânions) ocorre devido ao choque de correntes de ar quente e frio, formando uma densa neblina, que é empurrada para o alto pelo vento que sopra do mar. Na foto abaixo, dá para se ter essa noção.



A Table Mountain foi eleita como uma das Novas 7 Maravilhas Naturais do Mundo. No topo, há essa placa.


No platô, há um café, um bom restaurante (onde almocei - pratos prontos e self service), banheiros limpos e uma lojinha muito legal. Também é importante destacar que é acessível, pois boa parte da trilha é boa para quem depende de cadeira de rodas para locomoção.







Quando a viração ocorre, a mudança da temperatura é brusca, também. Mesmo no verão, leve um agasalho. Nesse dia, enquanto observava a fauna e a flora, que são endêmicas, diferentes e lindas, o tempo fechou rapidamente e uma garoa intensa começou a cair. Precisei guardar a câmera e para voltar para a estação do bondinho foi uma aventura, pois não se enxergava nada além do próximo passo. Com isso, andar sobre o platô pode ser perigoso, caso você esteja caminhando sobre as pedras (que é permitido, também).




Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
 


Na foto abaixo, é possível perceber a trilha que é preparada para receber os turistas. A partir dela, bem no lado esquerdo, existem outras trilhas em que se caminha sobre as pedras e não são autoguiadas. Foi nessa parte que fiz a foto em que estou com a camisa do Grêmio e que, logo depois, fechou em razão da neblina. Foi tenso caminhar sobre as pedras, sem enxergar quase nada, até encontrar a trilha autoguiada, momento de alívio total! 



Existe um monumento em homenagem aos que morreram fazendo escalada.


De volta à estação do bondinho, praticamente não se enxergava nada. Estava frio e eu estava totalmente molhada pela garoa que insistia em cair. Tão logo começamos a descer os 700m que separam uma estação da outra, descortinou-se essa vista à minha frente. E a 'toalha de mesa' ficou lá, por diversos dias...



Com certeza, esta é a atração número 1 em Capetown. Não deixe de ir! Vale muito subir até lá. Mas vá com tempo para aproveitar bem.

Até mais!




domingo, 22 de outubro de 2017

Molhes da Barra de Rio Grande - Cassino



O Rio Grande do Sul não é dotado de belas praias, como acontece em Santa Catarina, por exemplo. Mas uma delas merece uma visita, até porque consta no Guiness Book: é a maior praia em extensão do mundo, com 254Km de areia branca e fina. Ela se chama: Cassino e fica no município de Rio Grande, no Sul do Estado, distante cerca de 20Km do centro. A partir de Porto Alegre, são 334Km rodados pela BR-116 Sul e, depois de Pelotas, pela BR-392.

A praia atrai muitos turistas nos meses de veraneio, inclusive vindos do Uruguai e Argentina. A população, nessa época, chega a 150.000 pessoas, que se hospedam em casas de aluguel, apartamentos ou hotéis.


Um dos diferenciais dessa praia é a possibilidade de os carros estacionarem junto ao mar e, também, percorrer toda a sua extensão. É perfeita, também, para uma caminhada e a observação de aves marinhas. Dentre os eventos, a Festa de Iemanjá é destaque na região, atraindo muitos fieis.

Outro atrativo muito legal para famílias é passear de vagoneta pelos Molhes da Barra, que são considerados uma das maiores obras de engenharia do Século XX. Foram construídos para manter constante a profundidade do canal que dá acesso ao complexo do Porto do Rio Grande, um dos mais importantes do Brasil, e que liga a Laguna dos Patos ao Oceano Atlântico.

A vagoneta é um veículo que trafega sobre trilhos por 4km mar adentro, com a força do vento. A condução é feita por vagoneteiros credenciados em uma cooperativa. Somente eles podem explorar o passeio, que é pago.

Nos molhes é permitida a pesca com vara. Também é possível avistar-se lobos e leões marinhos, pois serve de refúgio para eles.

Fim do trajeto

Vista a partir dos Molhes
A construção dos molhes se deu entre 1909 e 1915 e se constituem de dois quebra-mares construídos com gigantescas pedras, totalizando 3,4 milhões de toneladas. O Molhe Leste (Rio Grande) possui 4km de extensão, enquanto que o Oeste (São José do Norte) possui 3.6km. Na ponta, a distância entre eles é de 725m.





Outro atrativo turístico existente na praia é o Navio Altair, encalhado cerca de 15km ao Sul da avenida principal (os molhes ficam ao Norte), em razão de um temporal. É possível se chegar à Praia do Hermenegildo, que fica na cidade do Chuí pela beira da praia, mas somente com veículos 4x4, pois o trajeto atravessa o conchal, trecho de areia fofa, que atola.

Até mais!






domingo, 17 de setembro de 2017

Belém: um lugar lindo e cheio de atrações na beira do Tejo

 
 
A região de Belém, em Lisboa, possui muitas atrações próximas umas das outras e elas podem ser percorridas a pé. A primeira é o mapa múndi que tem no chão, feito com mármore brando e rosa, demonstrando as conquistas portuguesas por seus grandes navegadores.
 
Vê-se a Caravela chegando ao Rio da Prata, no extremo sul do Uruguai, também em Porto Seguro e fazendo a volta no Cabo da Boa Esperança, ao sul da África do Sul.
 



Logo em frente, encontra-se o Padrão dos Descobrimentos, um monumento em homenagem aos grandes navegadores portugueses. É possível visitar o seu interior, mas não fui.

 
Um pouco mais adiante está a lindíssima Torre de Belém, cuja visitação também é possível. Nem nesta e nem primeira vez em que visitei Lisboa entrei nesses dois monumentos. Ficou para a próxima.
 
 
Do outro lado da avenida, está o majestoso Mosteiro dos Jerónimos, que visitei na primeira vez. Aliás, vale a pena conhecer por dentro, especialmente o claustro, com sua decoração moura.
 
 
Logo depois, ficam os famosos Pasteis de Belém. Já falei sobre eles aqui.
 
 
Andando um pouco mais, fica a sede do Governo Português. E na frente há um parque em que acontece a troca da guarda. É um evento que vale muito a pena assistir.
 
 
 
Lisboa encanta e conquista. Possui muitas atrações. Tem a facilidade do idioma para nós brasileiros. Sempre fico com vontade de voltar...